Redação Tribuna do Norte
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23h30

O programa Escola da Energia, da EDP, vai atender 863 estudantes e 50 professores em sete escolas públicas de quatro municípios do Rio Grande do Norte. A iniciativa inclui a distribuição de equipamentos tecnológicos, formação docente e acompanhamento pedagógico, com foco na integração da tecnologia ao ensino e no desenvolvimento de habilidades digitais e pensamento crítico dos alunos.
A iniciativa prevê a distribuição de tablets, kits multimídia e equipamentos de recarga, além da oferta de formações presenciais e online para professores, com acesso a ambiente virtual de aprendizagem. O projeto também inclui acompanhamento pedagógico ao longo da execução, iniciada entre os dias 17 e 19 de março e prevista até 2027.
As ações contam com suporte técnico e articulação junto às secretarias municipais de educação, além da criação de grupos de trabalho com coordenadores pedagógicos.
Em 2026, o programa completa 25 anos e inicia uma nova fase de expansão, com a inclusão de 20 novas escolas. A expectativa é que, até 2027, a iniciativa alcance 37 instituições de ensino em sete estados — São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins —, beneficiando mais de 7.300 estudantes e 593 professores em 18 municípios. As unidades foram selecionadas em processo realizado em 2025, em parceria com as secretarias municipais de educação.
A avaliação considerou três pilares: engajamento da gestão escolar, motivação da escola para participar do programa e infraestrutura mínima de conectividade. Também foram considerados indicadores de vulnerabilidade social, com prioridade para municípios com menor IDH e desempenho no IDEB.
Das sete instituições participantes, quatro passam a integrar o programa pela primeira vez, enquanto as demais dão continuidade a atividades iniciadas em ciclos anteriores. Em Caiçara do Rio dos Ventos, participam a Escola Municipal Professora Maria Silva do Nascimento e a Escola Municipal Centro Educacional Rio dos Ventos. Em Jardim dos Angicos, estão incluídas a Escola Municipal João Bonifácio e a Escola Municipal Prefeito Francisco Barbosa da Câmara. Já em Pedra Preta, integram a iniciativa a Escola Municipal Joaquim Alves da Câmara e a Escola Municipal João Bandeira Sobrinho. O município de Jandaíra participa com a Escola Municipal Prefeito José Assunção Costa.
Duas dessas unidades — a Escola Municipal Centro Educacional Rio dos Ventos e a Escola Municipal João Bandeira Sobrinho — também foram contempladas com sistemas de energia solar por meio de outro projeto da empresa, contribuindo para a geração de energia e redução de custos.
Além das ações pedagógicas e da entrega de equipamentos, o programa inclui o Prêmio EDP Escola da Energia, que incentiva a participação dos estudantes em projetos voltados à criatividade, ao protagonismo e a temas como energia, sustentabilidade e cidadania. Na edição mais recente, iniciativas desenvolvidas a partir do tema “Caminhos da Energia, Caminhos do Futuro” premiaram três escolas — duas da Paraíba e uma do Espírito Santo — com R$ 50 mil cada.
De acordo com a empresa, a iniciativa está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, com foco em educação pública, inclusão digital e desenvolvimento sustentável.
A avaliação do impacto do uso de tecnologias no aprendizado é realizada de forma contínua. Um dos principais indicadores é a evolução do letramento digital dos professores, medida por diagnósticos semestrais que analisam o nível de fluência tecnológica.
De acordo com Paulo Ramicelli, especialista em Responsabilidade Social da EDP, além dos critérios técnicos, o processo também levou em conta indicadores de vulnerabilidade social. “Foram priorizados municípios com menores IDH, e também nós levamos em conta o IDEB. Então visando assim reduzir o abismo digital”, destaca o especialista.
O programa também reúne dados qualitativos e quantitativos sobre o uso dos tablets em sala de aula, incluindo aplicativos mais utilizados e tempo de uso pedagógico, para medir o engajamento dos alunos e a aderência das ferramentas no cotidiano escolar.
Entre os principais obstáculos apontados estão a instabilidade da conexão à internet, a limitação de dispositivos para planejamento pedagógico e a insegurança no uso de ferramentas digitais em sala de aula.
Para enfrentar esses desafios, o programa oferece formação continuada com atividades presenciais, webinários e cursos assíncronos, além de suporte técnico e pedagógico. Segundo a empresa, o engajamento dos professores é um dos principais pontos de atenção, o que tem motivado a adoção de estratégias para ampliar a participação nas atividades.








