O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado no Hospital Rio Grande, em Natal, após apresentar um quadro de distensão abdominal durante agenda política no interior do Rio Grande do Norte. Segundo o diretor da unidade, médico Luiz Roberto Fonseca, o estado de saúde de Bolsonaro é estável e não há, neste momento, indicação de cirurgia emergencial.
“Ele tem uma distensão abdominal, uma condição de semioclusão intestinal. Está em avaliação imagológica, sendo feito exame de imagem. Para agora, não há indicação de necessidade de intervenção cirúrgica de emergência”, explicou Fonseca, em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (11).
Bolsonaro foi internado após passar mal quando estava a caminho da cidade de Tangará no interior do estado, no trajeto do Rota 22, evento do PL, seu partido. De acordo com Fonseca, o desconforto abdominal se agravou ao longo do trajeto, a ponto de a movimentação no carro causar dor. Inicialmente, ele foi levado para o Hospital Municipal Aluízio Bezerra, na cidade de Santa Cruz. Depois foi transferido em uma aeronave da Secretaria de Segurança do RN para Natal onde parou no Hospital Walfredo Gurgel e, em seguida, foi transferido pelo SAMU para o Hospital Rio Grande.
Ao dar entrada na unidade, Bolsonaro foi submetido a exames laboratoriais, hidratação venosa e passagem de sonda nasogástrica, o que melhorou seu quadro clínico. “O quadro dele, após as medidas clínicas, melhorou, o que tira ele da condição de urgência. Agora a condição é clínica: mantê-lo em dieta zero, observar o comportamento do intestino, hidratar, devolver eletrólitos, como potássio e cálcio, e fazer observação clínica”, explicou o diretor do hospital.
Ainda segundo Fonseca, não há sinais clínicos de abdômen agudo obstrutivo ou infeccioso que indiquem necessidade de cirurgia no momento. A equipe também descartou risco imediato de complicações graves. “Ele está consciente, conversando, com bom humor. O presidente é muito forte, manteve o tempo todo o bom humor, conversando com os médicos e com a família”, afirmou Fonseca.
Para garantir a segurança do ex-presidente, um andar inteiro do hospital foi reservado exclusivamente para sua internação. “Isso se dá por uma prerrogativa de segurança, sem prejuízo ao funcionamento do hospital, que tem 330 leitos”, pontuou. Apesar da estabilidade clínica, Bolsonaro ainda não tem previsão de alta. “Ele não tem condições de alta no momento”, reforçou Fonseca. “Mas clinicamente ele está estável o suficiente para que seja feita uma transferência para o Centro-Sul do país, em aeronave com apoio de equipe médica e de enfermagem. Essa decisão, no entanto, será da família”, pontuou o médico.
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