Redação Tribuna do Norte
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14h52
Um dentista de 40 anos foi preso, nesta terça-feira (14), suspeito de manter a companheira em cárcere privado e obrigá-la a fazer dez tatuagens com o nome dele em diversas partes do corpo. De acordo com a Polícia Civil, o caso ocorreu no município de Itapema e faz parte da chamada Operação Ötzi, realizada em conjunto por forças de segurança de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Segundo as investigações, a vítima, de 39 anos, relatou ter vivido cerca de quatro meses sob violência física, psicológica e isolamento. Ela afirmou que foi impedida de sair de casa, teve o contato com familiares cortado e sofreu ameaças constantes.
Ainda conforme o relato, o suspeito teria forçado a mulher a tatuar o nome dele em pelo menos dez partes do corpo, incluindo regiões visíveis como o pescoço. A vítima conseguiu fugir no início de abril, após o homem adormecer, e procurou ajuda no Rio Grande do Sul, onde registrou a ocorrência.
Durante a operação, a polícia cumpriu mandados de prisão e busca no imóvel onde o casal morava — que também funcionava como consultório odontológico. No local, foram apreendidas duas armas, 61 munições calibre 9mm, celulares e objetos da vítima já organizados em malas.
As autoridades também investigam um possível histórico de violência do suspeito contra outras mulheres. Ele teve a prisão preventiva decretada e permaneceu em silêncio durante o interrogatório.







