Nesta terça-feira (17), os servidores da saúde de Natal rejeitaram, em assembleia, o reajuste de 5,47% apresentado pela prefeitura e confirmaram o início da greve por tempo indeterminado.
A categoria reivindica uma recomposição salarial de 24%, com base no limite prudencial, a implementação da data-base retroativa a março, a recomposição das gratificações previstas na Lei Complementar 120 e o fim dos cortes dessas gratificações durante os períodos de licença.
A proposta da Prefeitura, apresentada em reunião na última segunda-feira (16), prevê o reajuste de 5,47%, correspondente à inflação acumulada entre março de 2024 e março de 2025, sem considerar as perdas salariais históricas da categoria. Além disso, a gestão propôs um prazo de até 60 dias para retomar a mesa de negociação, o que foi considerado insustentável pelos trabalhadores.
Segundo os sindicatos, a decisão de greve ocorre após anos de descaso com os direitos da categoria, que enfrenta perdas salariais acumuladas há mais de uma década e condições precárias de trabalho.
A mobilização desta terça-feira, organizada por Sindsaúde/RN, Sindern, Soern e Sinfarn, incluiu uma caminhada até a Prefeitura, onde os profissionais apresentaram suas reivindicações e dialogaram com a população sobre os motivos do movimento.
A programação da greve continua nesta quarta-feira (18), com uma atividade de formação política marcada para as 9h, no auditório do Sindsaúde/RN.








