Redação Tribuna do Norte
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10h47
Dois elevadores do prédio Clóvis Sarinho, no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, estão quebrados desde a terça-feira (5). No momento, apenas os elevadores do prédio antigo da unidade hospitalar estão funcionando. A informação foi confirmada à TRIBUNA DO NORTE pelo Sindsaúde. Por causa disso, de acordo com o Sindicato, pacientes que precisam transitar entre os dois prédios estão sendo “obrigados a sair pela área externa do hospital e passar pelo estacionamento”.
Uma visita técnica da empresa responsável pelo elevadores é aguardada até o final da tarde desta quarta-feira (6), segundo a direção do hospital. O Sindsaúde afirmou que muitos desses pacientes estão em cadeiras de rodas ou com dificuldade de locomoção. O Sindicato informou que a situação já está causando atrasos e até perda de exames previamente agendados, porque alguns pacientes não conseguem fazer esse deslocamento.
“Outro ponto grave é que, em caso de intercorrência, quando um paciente precisa ser transferido rapidamente de um andar para outro por exemplo, quando o médico solicita a descida imediata para o setor de politrauma, essa transferência também fica comprometida. Sem os elevadores funcionando, o deslocamento acaba acontecendo da mesma forma improvisada, passando pela área externa do hospital. Isso representa um risco enorme, especialmente no caso de pacientes críticos, que podem sofrer agravamento do quadro durante o transporte”, disse o Sindicato.
“Há preocupação real de que uma situação mais grave possa acontecer no meio desse trajeto. Portanto, trata-se de uma situação extremamente preocupante, que coloca pacientes e trabalhadores em risco, além de comprometer o funcionamento adequado do hospital”, pontuou o Sindsaúde em seguida. A TRIBUNA DO NORTE fez contato com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesap) e com a direção do hospital para obter um posicionamento. A Sesap não respondeu até o momento.
No entanto, de acordo com Geraldo Neto, diretor do Walfredo Gurgel, é “aguardada uma visita técnica da empresa de manutenção até o final da tarde desta quarta-feira (6). Ele disse desconhecer a informação de que exames previamente agendados estão sendo perdidos, mas falou que, caso isso ocorra, “o procedimento será reagendado”.
A situação no Walfredo não é relativamente nova. No caso mais recente, em dezembro do ano passado, pacientes foram transferidos amarrados em macas ou cadeiras de rodas pelas escadas, entre setores, por conta do mesmo problema.








