A campanha Julho Amarelo começou na quarta-feira (9) em Natal, com ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais nas unidades básicas de saúde. A campanha, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), terá atividades durante todo o mês para conscientizar a população sobre os riscos dessas doenças silenciosas. No primeiro quadrimestre de 2025, o município registrou 41 novos casos de hepatites virais, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
O secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, destaca a importância da campanha para informar a população sobre as doenças. “Vamos começar com palestras, informações, rodas de conversa. Uma oportunidade de a gente mostrar os sintomas, os sinais, mas o principal: fazer a testagem rápida das hepatites virais, fazer a vacinação e, se preciso, fazer o tratamento. Serão essas ações durante todo mês de julho, em todas as unidades básicas de saúde, a gente levar essa informação a toda a população”, pontua.
Ele reforça que o contato direto com a população é uma estratégia para ampliar as coberturas vacinais. De acordo com os agentes, a procura vem diminuindo desde a pandemia. “Acho que a ação mais efetiva é essa, a gente trazer de volta a população. Passar a importância e a informação da vacinação, olho a olho, conversando, dialogando, tirando as dúvidas, porque a gente sabe que a vacina não vai curar a doença, mas ela evita que a gente tenha os casos mais graves”, diz.
A enfermeira Nayara Buccos explica que as hepatites virais podem ficar anos sem apresentar sintomas, sendo descobertas apenas em estágios avançados. “A melhor forma de a gente prevenir o desenvolvimento dessas doenças é vacinando, e a gente tem a vacinação tanto da hepatite A quanto da hepatite B, e se vacinando para a hepatite B, automaticamente a gente está vacinado para a hepatite D”, explica.
Ela explicou que além das vacinas, as unidades de saúde oferecem testagens rápidas para diagnóstico precoce. “Nesse caso, a gente já descobre diagnósticos, e já indica o tratamento mais precocemente possível para evitar o agravamento dessas doenças. A gente também tem a distribuição do hipoclorito de sódio, que no caso da hepatite A, que também tem transmissão oral, a gente pode oferecer esse hipoclorito para fazer a desinfecção de alimentos crus”, diz a profissional.
Ainda sobre a hepatite A, um dos cuidados que podem ser adotados é misturar uma colher de hipoclorito de sódio em um litro de água para higienizar alimentos que são ingeridos crus, como uva, alface, maçã e hortaliças, por exemplo. “Uma colherzinha de hipoclorito de sódio em um litro de água, deixar por 15 minutos, lavar em água corrente, está desinfectado”, explica. Além disso, diz a enfermeira, é indicado tomar banho após relações sexuais. Isso porque “a transmissão é oral-fecal, então é muito importante que tome banho, evitar nadar aberto, enchentes, riachos, saídas de esgoto, também evita a hepatite A”.
Nayara ressalta que no caso da hepatite B, as testagens também são feitas nas unidades públicas de saúde. “A gente faz as testagens de todas as gestantes, porque pode passar de mãe para filho, além do que faz as testagens da população em geral. Essas testagens são oferecidas em todas as unidades básicas de saúde durante todo o ano. A gente tem a testagem para hepatite A, hepatite B, hepatite C e HIV. Além disso, a gente tem as vacinações, como eu disse, para hepatite B e hepatite A, e a distribuição de preservativo”, detalha.
Fernanda Nascimento, 36 anos, moradora do bairro das Rocas, na zona Leste da capital, foi uma das que participou da ação de lançamento da campanha e faz um apelo à população. “Eu sempre venho porque é muito importante se cuidar, se prevenir. O teste é rápido, com uma furadinha no dedo você já consegue ser testado. Nossa saúde é tudo que nós temos”.








