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Especialistas falam sobre adolescência e internet no programa Entre Elas, da Jovem Pan News Natal

O programa Entre Elas, da Jovem Pan News Natal, trouxe para debate, nesta quarta-feira (2), os desafios e perigos da adolescência no contexto atual, impulsionados pelo sucesso da série Adolescência, da Netflix. Na bancada com as jornalistas e apresentadoras Virgínia Coelli e Anelly Medeiros, a psicóloga Katiuce Gurgel e o neuropsicólogo Geraldo Cavalcanti alertaram sobre os riscos reais que a série retrata e como as famílias podem se prevenir.

A produção da Netflix retrata a história de Jamie, um garoto de 13 anos acusado de um crime brutal, levantando questionamentos sobre o que leva um adolescente a cometer atos extremos e qual a influência do ambiente digital nos seus atos. A psicóloga e psicoterapeuta somática Katiuce Gurgel destacou que, embora um adolescente de 13 anos tenha capacidade racional para entender suas ações, muitas vezes falta habilidade para que gerencie emoções e impulsos. Para ela, a discussão não deve se limitar à existência das redes sociais e da tecnologia, mas à maneira como pais e responsáveis lidam com essa realidade. “Atendo adolescentes que estão virando a noite no computador, no celular. Isso é real e precisamos olhar com cuidado”, alertou.

Gurgel também pontuou que a supervisão parental no ambiente digital é diferente da vigilância presencial. “Observar o filho que sai para a praça, com quem ele está, é diferente de quando ele está o dia todo com pessoas que não se vê, que não se conhece, nem sabe o que estão conversando”, explicou. Para ela, é fundamental que os pais criem um ambiente acolhedor dentro de casa. “O jovem precisa ter seu espaço, sua individualidade, mas é importante que, ao sair do quarto, ele encontre um lugar que o escute, compreenda e que procure aprender junto”, reforçou.

O neuropsicólogo Geraldo Cavalcanti trouxe um alerta sobre a necessidade de pertencimento dos jovens, que pode levá-los a buscar acolhimento em comunidades online. “Se em casa, na escola, no mundo real não há acolhimento, no mundo virtual é mais fácil, porque conseguem interagir e encontrar semelhanças”, explicou. Ele citou como exemplo os grupos incel, que reúnem garotos frustrados com a falta de sucesso com meninas e que se colocam na posição de vítimas, passando a culpá-las. Essa característica é representada na série Netflix.

Cavalcanti enfatizou a necessidade de os pais entenderem o universo digital de seus filhos, conhecendo as comunidades das quais participam e os valores que compartilham. Para ele, a relação entre pais e filhos deve ser equilibrada, sem permissividade excessiva nem rigor extremo. “Precisa impor limites, mas quando o jovem se isola, é preciso buscar saber o porquê”, afirmou.

O neuropsicólogo ainda destacou quatro pilares essenciais na construção dessa relação em família. “Comunicação com escuta ativa, sem julgamentos e de forma assertiva; afeto, com trocas de carinho e abraços; perdão; e oração”. Segundo ele, a conquista da confiança dos filhos passa por uma postura de proximidade e compreensão.

O debate no programa Entre Elas reforçou a importância da presença ativa dos pais na vida dos adolescentes para evitar que sejam influenciados por grupos nocivos e possam desenvolver maturidade emocional para lidar com frustrações.

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