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Estado registra cinco casos de afogamentos em uma semana


Redação Tribuna do Norte




23h30

Corpo de Bombeiros alerta: é observar o comportamento da maré. O período mais seguro é quando ela está mais estável | Foto: Magnus Nascimento

O aumento das chuvas no Rio Grande do Norte tem acendido um alerta para o risco de afogamentos no litoral. Apenas na última semana, o estado registrou cinco ocorrências. A preocupação cresce com a proximidade do feriado, período em que há maior presença de turistas nas praias.

O período chuvoso agrava ainda mais as condições do mar. Durante as chuvas, a água fica mais turva, dificultando a visualização do fundo e aumentando o risco de acidentes com pedras. “Quando a gente tem um índice forte de chuva, a água se torna mais turva e a transparência diminui. Além disso, a maré fica muito mais forte, com ondas e correntes mais intensas, que derrubam e arrastam as pessoas com mais facilidade”, afirmou o tenente Vidal.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um novo alerta de chuvas intensas para todo o Rio Grande do Norte durante o feriado de Tiradentes, celebrado na terça-feira (21). O aviso tem classificação de “perigo potencial” e permanece válido até as 23h59 do mesmo dia.

Apesar disso, o banho de mar não é totalmente contraindicado em dias chuvosos. O fator mais importante, segundo Vidal, é observar o comportamento da maré. O período mais seguro é quando ela está mais estável. “O melhor horário é o final da maré secando e o início da maré enchendo, quando ela está mais tranquila”, explicou.

Por outro lado, momentos de transição mais intensa — como o topo da maré cheia ou o início da vazante — devem ser evitados. Nesses casos, o risco de afogamento aumenta significativamente.

O Rio Grande do Norte registrou 155 casos de afogamentos no primeiro trimestre de 2026. Conforme o levantamento do Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMRN), foram 67 em janeiro, 61 em fevereiro e 27 em março. O dado considera o número de casos em que o guarda-vidas precisou entrar na água para socorrer a vítima.

Em situações de risco, a primeira medida deve ser acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Enquanto o socorro não chega, a recomendação é oferecer suporte sem entrar na água.

De acordo com o tenente Vidal, objetos que flutuam podem ser fundamentais para ajudar a vítima a se manter na superfície. “A pessoa que está se afogando vai querer se segurar em algo. Então, procure algo que forneça flutuabilidade, como uma tampa de isopor, um cooler ou até uma bola, e lance até ela”, explicou.

Turistas devem ficar em alerta

Um caso reforçou o alerta das autoridades: neste fim de semana, o Corpo de Bombeiros Militar atendeu a uma ocorrência de afogamento na praia de Ponta Negra, na Via Costeira, nas proximidades da rede hoteleira.

O incidente envolveu dois turistas da mesma família, pai e filho, que tomavam banho em uma área de risco. De acordo com os Bombeiros, o local é identificado pela presença de corrente de retorno próxima a pedras, o que aumentou a gravidade da situação. As vítimas foram arrastadas pela corrente e lançadas contra as formações rochosas, em um ponto considerado extremamente perigoso, e não resistiram.

De acordo com o tenente, a maior parte dos casos envolve visitantes que não conhecem as características do litoral potiguar. Por isso, a principal orientação é buscar informação antes de entrar no mar. “A indicação que a gente dá é você sempre conhecer a praia e o ponto onde você vai estar tomando banho. Chegou numa praia que você não conhece, pergunta ao guarda-vidas qual o melhor local para entrar na água”, explicou Vidal.

As correntes de retorno, comuns em todo o litoral do estado, são apontadas como o principal fator de risco. Segundo os militares, as bandeiras vermelhas instaladas na faixa de areia sinalizam exatamente esses pontos perigosos. “Cada bandeira vermelha indica o início de uma corrente. Viu uma bandeira vermelha? Ela representa um alto risco de afogamento. Busque tomar banho longe dela”, orientou.

Além das correntes, outro perigo frequente são as pedras, especialmente em áreas onde elas ficam submersas durante a maré cheia. O Corpo de Bombeiros destaca que, com a maré baixa, esses obstáculos são mais visíveis, mas, quando o nível do mar sobe, o risco de colisões aumenta. Nesse contexto, a recomendação é procurar sempre áreas supervisionadas. Os guarda-vidas conseguem indicar locais mais seguros, longe de correntezas e formações rochosas.

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