Com foco nos alunos que desejam ingressar no curso de Medicina, o Colégio CEI Romualdo Galvão/Roberto Freire lançou o programa MedCEI, voltado à preparação intensiva para o Enem direcionada para integrantes da 3ª série. Ao longo de todo o ano letivo, os estudantes participam de aulas interdisciplinares nas áreas de Ciências da Natureza e Matemática, com base nas habilidades previstas na matriz do exame nacional e foco nos temas de maior relevância para a prova.
As aulas acontecem três vezes por semana e seguem até a véspera do Enem. A cada semana, os alunos assistem a aulas integradas sobre temas específicos e realizam mini-simulados, cujos resultados são analisados de forma detalhada e personalizada. Segundo a coordenadora pedagógica do Ensino Médio e uma das idealizadoras do projeto, Ailse Carla, o diferencial está na profundidade e no acompanhamento contínuo: “Mais do que treinar para a prova, o projeto desenvolve habilidades fundamentais como raciocínio crítico, integração de conhecimentos e autonomia.”
Mesmo abordando os mesmos conteúdos das aulas regulares, o MedCEI propõe uma nova forma de aprendizagem. Os temas são explorados de maneira conjunta pelos professores de Biologia, Física e Química, que atuam simultaneamente em sala de aula, permitindo uma compreensão mais ampla. Quando necessário, um professor de Matemática é convidado para complementar os conteúdos que exigem conhecimentos específicos da disciplina.
Após as aulas, os alunos fazem um minissimulado com questões relacionadas ao tema trabalhado. Os resultados são analisados, e as aulas seguintes focam nos pontos de maior dificuldade. “O professor recebe a devolutiva dessas provas e aí, em sala de aula, ele vai dialogar com os alunos. Os pontos que foram mais errados são os pontos de atenção”, explica a coordenadora.
Medicina é, historicamente, o curso com a nota de corte mais alta do Sisu — sistema que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior. Para o professor de Química do CEI, Sales Germano, a preparação exige domínio aprofundado dos conteúdos. “Quanto mais preparado estiver o nosso aluno, maior será a chance de uma aprovação, vemos no programa do MedCEI uma maneira de torná-los mais aptos a resolverem as questões que exploram os objetos do conhecimento da área de ciências da natureza de forma interdisciplinar.”
A aluna Sofia Rodrigues, do CEI Romualdo Galvão, sempre sonhou em cursar Medicina e encontrou no projeto uma oportunidade de se destacar. “Eu sinto que, com o MedCEI, estou partindo alguns passos à frente na corrida até a aprovação em relação a outros candidatos ao curso de Medicina, porque estão me sendo dadas todas as ferramentas de que preciso para alcançar esse objetivo”, disse.
A seleção dos alunos para o MedCEI foi feita por meio de um simulado, e os 40 melhores colocados foram aprovados para participar do programa. “Quando a escola anunciou a inauguração de um programa que iria oferecer aulas semanais aprofundadas das três matérias que eu mais precisava contemplar para minha aprovação, eu não perdi tempo e logo decidi participar”, disse a aluna.
Saúde mental dos alunos
As preparações para o ingresso no curso de Medicina demandam desgaste mental, ocasionadas pela pressão psicológica de horas de dedicação aos estudos. “Meu maior desafio está sendo lidar com as frustrações que ocorrem ao longo do processo de preparação, seja um mau resultado em um simulado, ou seja algum conteúdo específico que não entra na minha cabeça de jeito nenhum”, destaca Sofia Rodrigues.
Para a coordenadora Ailse Carla, o MedCEI também contribui com a saúde mental dos alunos, já que cada um recebe devolutivas personalizadas com base em seu próprio desempenho. “O aluno consegue saber em que ponto ele está. Ele vai reconhecer suas fortalezas, suas fragilidades, e isso é fundamental para que o aluno se sinta seguro e ele possa traçar estratégias que sejam possíveis para o desenvolvimento dele”, destaca.
Além da preparação acadêmica, o MedCEI também contribui para o equilíbrio emocional dos estudantes, já que o foco não é a comparação com os colegas, mas com o próprio desempenho, o que ajuda na construção da autoconfiança e na redução da ansiedade pré-prova. “Não é comparando ele com outro aluno, mas comparando ele com ele mesmo, para que ele possa desenvolver estratégias, mapear o processo dele de aprendizagem e avançar”, explica a coordenadora Ailse Carla.
Mesmo faltando cerca de dois meses para o Enem, os efeitos do programa já são perceptíveis. “A gente percebe que eles estão mais seguros, eles estão muito felizes com o projeto”, conclui a coordenadora.








