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Seinfra estuda soluções para drenagem de Ponta Negra

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) informou, nesta quinta-feira (10), que estuda soluções para os problemas de drenagem na área da engorda de Ponta Negra. De acordo com a Secretaria, as soluções para o problema de drenagem na faixa de areia da praia de Ponta Negra dependem de ações de “longo prazo”.

Desde a conclusão da obra de engorda, em janeiro deste ano, a água da chuva passou a se acumular na faixa de areia ampliada, formando espelhos d’água que não escoam. A Prefeitura de Natal estuda alternativas para resolver a situação.

Procurada pela reportagem da Tribuna do Norte, a Seinfra informou que ainda não há cronograma definido para solução do problema. “Nos próximos meses, a Prefeitura receberá os projetos e, a partir daí, prosseguirá com a análise de prós e contras, encaminhará ao órgão licenciador para definir custos e próximos passos”, respondeu. A secretaria concluiu que “a população será informada quando houver datas. Tudo será feito com transparência”.

Entre as alternativas técnicas em análise pela prefeitura estão a implantação de emissários submarinos, valas drenantes e reservatórios de detenção. Enquanto isso, um trator é usado diariamente para tentar evitar a formação de poças de água na faixa de areia.

“Caiu 50% do movimento”, afirma Manoel Júnior, que trabalha com aluguel de barracas e venda de alimentos no quiosque Ponto do Carlos.

Comerciantes relatam prejuízos e dificuldades de acesso à praia. “Os clientes que vêm reclamam bastante porque aqui não dá para descer para a praia. Sempre tem essa água, nunca seca. Nós, comerciantes, estamos sofrendo muito. O faturamento diminuiu demais”, desabafa Leonardo Moura, dono do quiosque Ponto Mano a Mano.

O acúmulo de lama também prejudica a acessibilidade. Segundo o comerciante, uma pessoa com muletas ficou atolada na areia molhada e precisou ser socorrida por comerciantes na manhã desta quinta-feira (10).

Além dos problemas de mobilidade, comerciantes relatam um excesso de mosquitos na região da faixa de areia. “O pessoal não quer descer para vir para as barracas, só lama. Quando seca, a água fica um monte de mosquito”, conta Igor Nascimento, do quiosque 11.

O problema também se tornou uma questão de saúde pública, já que parte da lama se acumula próximo a uma área de esgoto, formando uma espécie de ‘piscina’ a céu aberto, com água contaminada.

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no RN (ABIH-RN), Edmar Gadelha, é importante que o impasse seja resolvido. “Reconhecemos o empenho da Prefeitura e dos secretários em buscar soluções, ainda que os resultados não sejam imediatos. A hotelaria de Natal, que concentra 70% de sua estrutura em Ponta Negra e Via Costeira, tem um papel fundamental nesse processo, uma vez que o setor responde por 35% do PIB do estado. Precisamos evitar qualquer impacto negativo que possa afetar essa importante cadeia produtiva”, afirmou.

Obras da engorda

A engorda da praia de Ponta Negra foi realizada para ampliar a faixa de areia e conter a erosão costeira, que dificultava a utilização da praia por natalenses e turistas e ameaçava o morro do careca. A realização da obra na praia de Ponta Negra foi indicada por diversos especialistas.

Apesar da indicação de especialistas, o acúmulo de água em dias chuvosos tem afastado turistas e afetado o comércio local. A Seinfra reconhece o problema, mas destaca que a formação de espelhos d’água já era prevista no projeto original.

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