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Plantão psicológico de urgência da UFRN já registra alta demanda


Redação Tribuna do Norte




23h45

Diante da alta procura e das limitações estruturais, o SEPA/UFRN retomou, neste semestre, o plantão psicológico | Foto: Magnus Nascimento

O Serviço de Psicologia Aplicada (SEPA) passou a oferecer plantão psicológico gratuito para crianças, jovens e adultos em sofrimento emocional ou em situações de angústia, sem necessidade de agendamento prévio. Com seis vagas por turno, às terças pela manhã e quintas-feiras à tarde, o serviço já registra alta demanda.

Diferente da psicoterapia tradicional, que ocorre a longo prazo, o plantão oferece escuta qualificada no momento em que a pessoa sente necessidade de falar sobre uma angústia ou situação específica.

O plantão funciona com vagas limitadas: são seis atendimentos por turno, distribuídos entre às terças à tarde e quintas pela manhã, além de uma vaga destinada à comunidade surda, atendida por uma profissional capacitada.

Eventualmente, vagas extras podem ser abertas, conforme a disponibilidade dos estagiários.

A modalidade foi criada para responder à crescente demanda por saúde mental, tanto da comunidade interna quanto externa à universidade.

Segundo a diretora do SEPA, Cynara Abreu, a demanda por cuidados em saúde mental cresceu significativamente nos últimos anos. “Sempre houve procura, mas, principalmente após a pandemia, esse aumento foi exponencial”, afirma.

Atualmente, há 108 adultos e 61 crianças e adolescentes na fila de espera por atendimento psicológico contínuo no SEPA.

Diante da alta procura e das limitações estruturais, o SEPA retomou, neste semestre, o plantão psicológico — uma modalidade de atendimento pontual, voltada para acolher demandas imediatas.

Conforme a diretora, nem sempre a pessoa busca uma psicoterapia de longo prazo, mas um espaço de escuta imediata. “Às vezes, ela quer falar do que está afligindo naquele momento em que precisa, quando está angustiada”, explica. Nesse sentido, o plantão psicológico também cumpre a função de acolher essas demandas pontuais e ajudar na organização emocional do usuário.

Aberto tanto para a comunidade interna quanto externa à universidade, o plantão não exige inscrição prévia em lista de espera.

O atendimento é realizado por ordem de chegada, respeitando o número de vagas disponíveis no dia. Também há prioridade para casos previstos em lei.

No caso de crianças e adolescentes, o primeiro atendimento é feito com os responsáveis. “O plantonista vai ouvir qual é a questão e ali ele vai decidir a continuidade de ver, de entrar em contato, se encontrar com a criança ou adolescente ou não”, explica Abreu.

Apesar dos esforços, a sobrecarga não é exclusiva do serviço escola. De acordo com a direção do Sepa, a rede pública de saúde mental, em geral, também enfrenta dificuldades para atender à demanda. “O SEPA é referência, mas não consegue receber todas as pessoas que precisam, o município, o estado também não. Então, precisamos estar juntos para pensar isso, como é que a gente faz”, destaca Cynara Abreu.

Com cerca de 60 anos de atuação, o local funciona como espaço de formação para estudantes do curso de Psicologia da UFRN. Por isso, grande parte dos atendimentos é realizada por estagiários, o que impacta diretamente na capacidade de oferta dos serviços, que seguem o calendário acadêmico e não funcionam durante os períodos de recesso.

“Nós temos uma missão prioritária, que é a formação em psicologia. Claro que a gente faz isso a partir de trabalhos extensionistas. Os nossos trabalhos, tudo que a gente faz aqui, articulam teoria e prática, e são disponibilizados para a comunidade”, destaca a diretora.

Diante da alta procura por serviços como psicoterapia individual, psicoterapia em grupo e avaliação neuropsicológica, o SEPA enfrenta dificuldades para atender a todos os casos. Segundo a direção, embora haja esforço para ampliar o atendimento, a demanda é constante e, muitas vezes, envolve situações complexas.

“A gente avalia que está conseguindo atender, mas, na realidade, nunca consegue dar conta de todo mundo, porque a demanda é sempre muito grande e, muitas vezes, grave”, afirma a diretora.

A rede pública também enfrenta entraves estruturais para dar conta da alta demanda. “Às vezes, eles encaminham para a gente, a gente tenta encaminhar para eles, mas falta profissional, falta recurso, falta espaço para atender toda a demanda”, explica.

O SEPA está localizado na Rua da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), no Campus Central da UFRN. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected], pelo telefone (84) 3342-2234 ou pelo perfil @sepanatalufrn no Instagram.

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