Redação Tribuna do Norte
•
•
22h33
Após cair de uma passarela de cerca de cinco metros de altura na BR-101, na Grande Natal, Luana Priscila Rodrigues enfrenta um longo período de recuperação e pede ajuda para custear o tratamento. Com diagnóstico de fratura na bacia e na coluna, ela precisará ficar 90 dias em repouso absoluto, utilizando um colete ortopédico específico para evitar a necessidade de cirurgia. O equipamento custa cerca de mil reais, valor que ela afirma não ter condições de pagar.
Sem o uso do colete, o risco de agravamento das lesões aumenta, podendo levar a um procedimento cirúrgico. Além disso, ela relata dores constantes, agravadas pelas condições inadequadas de descanso. O colchão que utiliza atualmente não é apropriado para o tratamento, o que intensifica o desconforto. A família também enfrenta dificuldades para arcar com fraldas, medicamentos e alimentação.
Segundo Luana, a recomendação médica é rígida. “Caso eu force, caso eu tente levantar, caso eu coloque a perna no chão, a coluna pode se romper. Ele disse repouso total e exigiu de mim urgentemente esse colete”, conta.
Sem renda fixa, Luana trabalhava com vendas de porta em porta antes do acidente e agora está impossibilitada de exercer qualquer atividade. “Eu não tenho renda própria, não trabalho de carteira assinada, apenas trabalho vendendo porta em porta”, lamenta.
O tempo de recuperação também foi um choque para ela, que é a cuidadora da casa. “Eu só penso nas crianças, na minha mãe, na minha casa. Só penso na minha vida, né? 3 meses. Muito tempo.”, revela, chorando.
Atualmente, ela depende de auxílios governamentais, como o Bolsa Família, além da aposentadoria da mãe, que já é comprometida com despesas médicas e dívidas. A mãe é cadeirante e enfrenta problemas de saúde, como diabetes e hipertensão, o que torna a situação ainda mais delicada.
O acidente aconteceu quando Luana voltava para casa após levar o filho de 7 anos para realizar exames médicos em Parnamirim. No caminho, passou em um supermercado para comprar alimentos para a família.
Por volta das 13h, ao atravessar a passarela, que estava movimentada, acabou se desequilibrando devido ao fluxo de pessoas. “Lembro daquele alvoroço, o pessoal passava muito rápido pela gente. Então eu tropecei e, para não cair com as sacolas, suspendi a mão na tela, mas não achei suporte nem como me firmar”, disse.
Ela caiu sentada na pista e, por pouco, não foi atingida por veículos. O filho, que presenciou a cena, ficou em estado de desespero. Após a queda, ela foi socorrida pelo SAMU e levada ao Walfredo Gurgel. Desde então, permanece acamada e dependente de ajuda para todas as atividades básicas. Ela e a família moram em Cabeceiras, distrito de Tibau do Sul.
As doações para Luana Priscila Rodrigues podem ser feitas por meio de transferência via Pix, pela chave 84994738849. Os valores arrecadados serão destinados à compra do colete ortopédico e demais despesas.








