Redação Tribuna do Norte
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14h02

A Prefeitura do Natal projeta a construção de 2.908 unidades habitacionais na capital potiguar, com a estimativa de contemplar cerca de 1.192 famílias até o final de 2027. Os dados foram apresentados durante reunião das câmaras temáticas realizada na sede da Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla), nesta quarta-feira (22).
Entre os empreendimentos em curso estão o Residencial Guarapes, com 200 unidades habitacionais, e o Morar Bem Pajuçara, que prevê 176 moradias destinadas a famílias oriundas de áreas de risco e ocupações irregulares. Também fazem parte do conjunto os projetos Lagoa Azul I e II, além dos residenciais Jardim das Orquídeas, Boungaiville e Riviera das Flores, localizados no bairro Potengi, na zona Norte da cidade. Outras iniciativas apresentadas incluem os empreendimentos Sotá I, II e III, e Zevulun I e II, voltados à Faixa 1 do programa habitacional, direcionada a famílias de menor renda.
O encontro foi mediado pela Secretaria Municipal de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes (Seharpe) e reuniu equipes técnicas para detalhar o conjunto de ações em andamento no município. As iniciativas integram o Programa de Projetos Habitacionais, que tem como foco ampliar o acesso à moradia e reduzir o déficit habitacional em Natal.
Durante a apresentação, foi destacada a articulação entre o Município e o Governo Federal, responsável pelo financiamento dos empreendimentos por meio do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Segundo a equipe técnica, cabe à Prefeitura etapas como a identificação da demanda, a disponibilização de áreas públicas, a classificação dos terrenos e a implantação da infraestrutura urbana necessária.
Apesar do avanço dos projetos, desafios estruturais ainda impactam o andamento das iniciativas. Entre os principais entraves apontados estão a escassez de áreas disponíveis para construção, a necessidade de investimentos em saneamento básico e infraestrutura, além da dependência de recursos federais.
A Seharpe também detalhou o fluxo de execução das obras, que passam por análise técnica da Caixa Econômica Federal (CEF), seguindo a legislação vigente. Após essa etapa, ocorre a contratação das empresas responsáveis e o início das obras, financiadas com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
A secretária da Seharpe, Íris Machado, destacou o planejamento das ações e a necessidade de articulação institucional para viabilizar os projetos. “Estamos conduzindo um conjunto estruturado de iniciativas que busca ampliar o acesso à moradia em Natal, considerando as demandas existentes e a necessidade de articulação com o Governo Federal. A meta é avançar com responsabilidade técnica e garantir que esses empreendimentos se concretizem”, afirmou.








