Redação Tribuna do Norte
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23h45

A obra de reparo de um trecho do calçadão da avenida Engenheiro Roberto Freire, em Ponta Negra, ainda não tem um prazo de conclusão. De acordo com o Departamento de Estradas e Rodagens do Rio Grande do Norte (DER/RN), em resposta à reportagem da TRIBUNA DO NORTE, a data deve ser definida após a constatação da “dimensão dos danos” e vai considerar “as condições climáticas na região”.
O trecho do calçadão cedeu na última sexta-feira (24) após as fortes chuvas que atingiram Natal, e os serviços de reparação tiveram início na manhã desta segunda-feira (27). A reportagem esteve no local e constatou que a área foi sinalizada e estava com equipe mobilizada para fazer o serviço de reparação. O desabamento resultou no acúmulo de areia e destroços da estrutura afetada. Apesar da interdição parcial, o trânsito na avenida Engenheiro Roberto Freire seguia normalmente.
Questionado sobre os fatores do desabamento, o DER/RN destacou que a área foi prejudicada por conta das chuvas. Em relação ao custo do reparo e cronograma, “o órgão aguarda a finalização do projeto e orçamento, que está sendo preparado pela empresa responsável por obras na região da Grande Natal”, disse.
Além do desabamento parcial do calçadão, as chuvas voltaram a provocar a formação de poças de água na engorda da Praia de Ponta Negra. Nessa segunda-feira (27), passados dois dias desde as fortes chuvas na capital, alguns alagamentos ainda resistiam próximo ao Morro do Careca. Nos locais já secos, a areia verde revelava uma reclamação constante por quem trabalha na região: a união da água das chuvas com o esgoto, que gera mau cheiro.
A comerciante Maiara Araújo, de 33 anos, trabalha vendendo coco na praia de Ponta Negra há pouco mais de um ano, mas já presenciou diversas vezes a formação dos alagamentos na engorda. Segundo ela, o acúmulo provoca mau cheiro e afasta a clientela: “Prejudica muito porque aqui fica parecendo um pantanal”.
O comerciante Gabriel Silva, de 26 anos, compartilha uma realidade semelhante. Ele comenta que as chuvas têm indicado um problema imediato, uma vez que a água fica empoçada e forma áreas com lodo. Além de prejudicar as vendas, observa, o problema afasta os turistas do que deveria ser o principal cartão postal da capital: o Morro do Careca.
O vendedor ambulante João Paulo trabalha na praia de Ponta Negra há quase 17 anos e diz presenciar diariamente a insatisfação de quem frequenta o local ao se deparar com os problemas da engorda. “Depois que fizeram essa engorda aqui, vejo muitos turistas chegarem na praia e voltarem. Já querem procurar outra praia”, relata.








