O julgamento do caso Zaira Cruz, jovem morta no Carnaval de Caicó em 2019, chegou ao segundo dia nesta terça-feira (2). Após o depoimento de cinco testemunhas de acusação e uma de defesa no primeiro dia, hoje foi o dia de mais duas falarem diante do júri em prol do acusado. Além disso, peritos já começaram a ser ouvidos.
O júri ocorre no Plenário do Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal, e é presidido pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Natal, Valter Flor. A entrada e a permanência na sessão são restritas a alguns familiares da vítima e do réu, o policial militar Pedro Inácio Araújo.
Diante disso, as informações sobre o júri são transmitidas por meio de boletins pelo Tribunal de Justiça.
O júri
Esse é o segundo júri popular do caso Zaira. A primeira sessão foi cancelada em junho deste ano, no segundo dia de depoimentos, após os advogados do réu Pedro Inácio terem abandonado o plenário.
No primeiro dia do novo júri, cinco testemunhas de acusação foram ouvidas, sendo uma delas por videoconferência, e a primeira das testemunhas de defesa do réu Pedro Inácio Araújo. Os trabalhos do primeiro dia do Tribunal do Júri foram encerrados às 20h20. Outras cinco testemunhas foram dispensadas pelo Ministério Público e seis pela defesa do réu.

Já a manhã desta terça foi dedicada à oitiva de duas testemunhas de defesa e ao início dos depoimentos dos peritos designados no processo. Ao todo, são três peritos e dois assistentes técnicos.
Um perito foi ouvido pela manhã. Na volta do almoço mais dois peritos designados no processo prestaram depoimento à tarde. Depois, foi a vez do primeiro assistente técnico, restando a oitiva de um segundo assistente ainda na tarde desta terça-feira.
O caso
Zaira Cruz, de 22 anos, foi encontrada morta no dia 2 de março de 2019, no sábado de Carnaval de Caicó. O policial militar Pedro Inácio Araújo é acusado de estuprar e matar a vítima.
Inicialmente, o processo tramitou na 3ª Vara da Comarca de Caicó, mas a defesa solicitou e obteve o desaforamento para Natal, alegando dúvidas sobre a imparcialidade do júri na região do Seridó, devido à repercussão do caso.







