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Análise sobre condições do baobá deve ser concluída nesta semana

O resultado das análises sobre as condições do Baobá do Poeta, árvore centenária localizada em um terreno no bairro de Lagoa Seca, em Natal, deve ser divulgado nesta semana, segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Gurgel, que comanda a equipe responsável por acompanhar as condições da planta. O baobá perdeu um de seus maiores galhos no final de maio, o que levantou preocupação em torno de um dos símbolos históricos e culturais da capital potiguar. O trabalho de análise está sendo realizado por pesquisadores de várias instituições, incluindo a Uern, a Ufersa e o Idema.

No último sábado (7), segundo Gurgel, um novo material foi recolhido para mais avaliações. “A análise vai mostrar a necessidade de indicação de produtos específicos se houver um patógeno identificado. Até o momento, só foram observados fungos secundários, as saprófitas, que se nutrem de matéria orgânica em decomposição. Esses fungos não são patogênicos, portanto, não são ligados a nenhuma doença”, explicou Gurgel. Em visita ao baobá no dia 29 de maio, ele disse à reportagem que, no sábado seguinte seria iniciado o tratamento da cavidade interna da planta com fungicida.

A necessidade de retirar material que está em decomposição da árvore, no entanto, adiou os planos. O professor Sidney Praxedes, da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), que acompanha a situação, disse que foi identificado um volume de material muito maior do que o observado inicialmente. “Quando começou a retirada da matéria orgânica em decomposição, notou-se uma quantidade bem maior, que precisa ser removida. É isso que está sendo feito, porque ainda tem muita umidade. Após a saída do material, aplica-se o fungicida. Estamos tentando fazer uma análise de resistência também”, descreve o professor.

“Queremos entender se a resistência da árvore foi afetada. Se ela estiver precisando de algum reforço, a gente vai pensar num tratamento para ajudar a sustentar a estrutura. Outra coisa que nós estamos cogitando é uma poda, porque alguns galhos estão muito pesados, invadindo inclusive a rua”, afirma Sidney Praxedes.

O Baobá do Poeta tem cerca de 19 metros de altura e um tronco com 6 metros de diâmetro, sendo considerado patrimônio afetivo e cultural de Natal. A estimativa é de que a árvore tenha entre 300 e 400 anos. A base da planta possui circunferência de 22,6 metros. O episódio de queda do galho revelou um cenário preocupante: uma cavidade de quase 6 metros quadrados no interior do tronco, com sinais de apodrecimento, paredes úmidas e presença de fungos e cogumelos.

De acordo com Marcelo Gurgel, o baobá é uma planta originária da savana africana, uma região mais seca do que o semiárido nordestino. As condições de umidade a que a árvore se submeteu ao longo de mais de um século na capital potiguar, podem explicar o porquê da situação atual, uma vez que, segundo o engenheiro agrônomo, é perceptível que o baobá começou a represar água juntamente com matéria orgânica proveniente de pássaros, folhas e floração.

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