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Seinfra alerta que lagoas viram esgoto a céu aberto

A falta de sistema adequado de esgotamento sanitário tem transformado as lagoas de captação de Natal em verdadeiros esgotos a céu aberto. O alerta foi feito pelo secretário adjunto de Infraestrutura, Lucas Pinheiro, durante audiência pública realizada nesta sexta-feira (30) pela Câmara Municipal de Natal para debater os problemas enfrentados por essas estruturas e propor soluções.

Lucas informou que a capital potiguar possui atualmente 82 lagoas de captação catalogadas, que deveriam receber apenas águas pluviais. No entanto, por conta da precariedade no sistema de esgotamento, acabam recebendo dejetos sanitários, agravando riscos à saúde e ao meio ambiente.

“Não se trata apenas de limpeza, mas de ações estruturantes. Cito como exemplo a Lagoa de Santarém, onde o município está investindo cerca de R$ 5 milhões. Antes ela transbordava com 30 ou 40 milímetros de chuva, agora já suporta até 130 milímetros em 24 horas, mesmo sem as bombas”, destacou Lucas Pinheiro. Ele citou ainda que outras lagoas, como a do Soledade, no Conjunto José Sarney, já estão em processo de licitação para obras de reestruturação. Também apontou a necessidade de manutenção contínua dos equipamentos e criticou os constantes furtos de materiais, que comprometem o sistema.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, também participou da audiência e apresentou as ações que a Semurb vem realizando. Entre as medidas estão o georreferenciamento das lagoas, o uso de drones para monitoramento e a classificação das áreas de risco de inundações. Ele também enfatizou o trabalho de fiscalização contra ligações clandestinas e despejo irregular de resíduos sólidos.

“Quando conseguimos identificar o lançamento irregular, clandestino e criminoso de esgoto nas lagoas, abrimos processos administrativos e aplicamos multas. Isso inclui, inclusive, a Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), por extravasamento do sistema de esgotamento sanitário”, informou Thiago Mesquita.

A audiência foi proposta pela vereadora Anne Lagartixa (PL), que justificou a iniciativa pela quantidade crescente de queixas da população sobre esgoto a céu aberto, obras inacabadas, mau cheiro e risco de contaminação das águas. “É uma situação grave que ameaça a saúde pública e a segurança ambiental. Precisamos agir com urgência”, afirmou a parlamentar.

Também participaram do encontro os vereadores Matheus Faustino (União) e Herberth Sena (PV), além de representantes de órgãos públicos e da sociedade civil.

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