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Servidores da UFRN protestam por cumprimento de acordo

Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizaram um ato público na manhã desta quinta-feira (22), no Campus Central, no bairro de Lagoa Nova, em Natal, em protesto contra o descumprimento de acordos firmados no ano passado entre a categoria e o Governo Federal durante o movimento grevista de 2024. Os trabalhadores paralisaram as atividades por 48 horas – entre ontem e esta sexta-feira (23) e não descartam greve por tempo indeterminado. Trabalhadores da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró, também aderiram à paralisação.

Para esta sexta-feira está programado mais um ato da categoria, desta vez em frente ao Departamento de Odontologia (DOD) da UFRN, na Avenida Senador Salgado Filho. A decisão de paralisar as atividades foi aprovada em assembleia na segunda-feira (19) pelo Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior (Sintest-RN), que representa os servidores. A deliberação contou com a presença de mais de 140 servidores. De acordo com Wellington Soares, coordenador jurídico do Sintest, as reivindicações dizem respeito a pautas de natureza não econômica, como a redução da carga horária de trabalho.

“Queremos a redução da carga horária para 30 horas, convergindo, ainda, com o pleito nacional de todo trabalhador, que é o fim da escala 6×1. Temos também uma pauta interna, aqui da UFRN, que é a paridade entre servidores ativos, aposentados e docentes em colégios superiores da instituição como o Conselho de Administração (Consad) e o Conselho Universitário (Consuni). Temos mesas de negociações em Brasília, que a gente chama de ‘mesas de enrolação’, porque as pautas nunca andam”, explica Soares.

A paralisação foi convocada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). De forma simultânea às paralisações, caravanas vão a Brasília pressionar o Governo pelo andamento das reivindicações. Em março do ano passado, os servidores técnico-administrativos da UFRN entraram em greve por reajuste de salário. O movimento durou mais de 100 dias, sendo encerrado em julho mediante um acordo de aumento de 9%, dos quais 4,5% começariam a ser pagos em janeiro deste ano e 4,5% em abril de 2026.

“A pauta financeira está sendo cumprida. Infelizmente, um grupo ficou de fora desse reajuste, que foram os médicos e veterinários do quadro de carreira dos servidores técnico-administrativos, que tiveram apenas 4,5% de aumento. Por algum motivo, o Governo entendeu que eles não deveriam fazer parte do nosso pleito. Estamos trabalhando junto à Fasubra pela integração desses profissionais – enviamos um PL pedindo o mesmo reajuste, mas a Câmara dos Deputados não aceitou. Esse é um ponto que será discutido em momentos posteriores”, explicou Wellington Soares.

Nesta sexta, o ato dos servidores da UFRN está marcado para 9h, em frente ao DOD. De lá, os trabalhadores seguirão até a superintendência do Ministério de Gestão e Inovação do Governo Federal, que fica localizada na Avenida Rui Barbosa, no Tirol. “Vamos demonstrar nossa insatisfação com o quadro atual. Lembrando que a categoria tem autonomia para aprovar um movimento paredista e isso não está descartado. Estamos em estado de greve [situação onde uma categoria alerta sobre a possibilidade de greve definitiva] desde meados de março deste ano”, alertou Soares.

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