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CODERN aposta em recuperação das operações após início da dragagem do Porto de Natal

O Porto de Natal concluiu a remoção de um banco de areia que comprometia o acesso ao terminal marítimo e a expectativa é que a obra seja o ponto de partida para a recuperação estrutural e financeira do equipamento, que vem operando no limite do calado permitido para navegação, de acordo com o diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN), Paulo Henrique Macedo.

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM), nesta segunda-feira (5), ele destacou a importância da dragagem para manter o porto em funcionamento e citou os avanços conquistados nos últimos meses, especialmente com o apoio da principal exportadora de frutas da região. “Agrícola Famosa, principal exportação de frutas, vem tendo uma repercussão boa e um resultado muito bom até na recuperação financeira do porto”, disse.

O risco maior, segundo ele, era a redução do calado — distância entre a linha d’água e a parte inferior do casco da embarcação —, que atualmente está em 10 metros. “A dragagem estava prevista para o segundo semestre e a gente tava com o risco de perder o calado, que hoje é de 10 metros para 8 metros. Calado a 8m a gente fecha o porto”, explicou.

Ainda de acordo com Macedo, uma solução definitiva, como o redesenho completo do canal de acesso, exigiria um investimento superior a R$ 200 milhões. “A solução ficaria acima de 200 milhões [de reais], que seria deixar o canal reto, só que a gente precisa pensar na solução, que é a manutenção, se não ele fecha. E a gente manter o escoamento de frutas”, analisou.

O diretor-presidente também ressaltou que a dragagem emergencial já foi realizada, mas que agora o próximo passo é comprovar a eficácia da intervenção com base em laudos técnicos. “A remoção do banco já foi feita, agora preciso provar que já foi feita dentro dos parâmetros. A Marinha, Capitania dos Portos e Porto precisam ter o relevo do próprio canal. Precisa estar validado”, afirmou.

Segundo ele, ainda há muito a ser feito para garantir a plena navegabilidade do canal. “Os próximos passos são dragar o canal, remover todo o assoreamento. Nós tiramos 70 mil metros cúbicos, há uma previsão de 900 mil”, concluiu.

Confira entrevista completa na Jovem Pan News Natal:

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