O porto de Natal passará por uma dragagem emergencial para a retirada de sedimentos do canal com o objetivo de melhorar a entrada de navios no equipamento marítimo. Na tarde desta segunda-feira (28), a draga Ortelius, que irá executar os trabalhos, atracou no no terminal. A expectativa é de que o serviço comece nesta terça-feira (29), logo após inspeção da máquina pela Capitania dos Portos. A obra deve durar entre três dias e uma semana. A principal preocupação é com o escoamento da safra de frutas, que se inicia em agosto.
“A pedido da própria praticagem e da Capitania, nos foi solicitada a remoção imediata desse banco de areia para poder dar segurança ao escoamento da safra de frutas, que inicia em agosto”, disse Paulo Henrique Macedo, diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), que administra o equipamento. A retirada de areia será necessária tendo em vista que em novembro de 2023 um navio mercante encalhou no acesso ao porto. As obras serão executadas pela empresa holandesa Jan de Nul, ao custo de R$ 6,4 milhões.
A contratação se deu com dispensa de licitação por tratar-se de uma operação de emergência. Ao todo, serão retirados 700 mil metros cúbicos de sedimentos. Os serviços, no entanto, são diferentes daqueles previstos para o segundo semestre deste ano, quando o equipamento terá o calado ampliado de 10 metros para 12,5m. O edital de licitação para essa ampliação foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) no início deste mês e estabelece o dia 25 de junho como data para a abertura das propostas das empresas concorrentes, com valor estimado para execução da ordem de R$ 54,5 milhões.
A previsão é que essas obras, especificamente, durem entre quatro e seis meses, conforme projeção da Codern. O canal de acesso ao Porto de Natal tem extensão de 3 km e largura mínima de 100 metros nos trechos retos e 120 m no trecho de curva. “A obra emergencial envolve batimetria (técnica que mede a profundidade dos oceanos) e toda a comprovação de que o banco de areia foi retirado por completo para que não há haja possibilidade de acontecer o que aconteceu em 2023, quando o navio encalhou na chegada ao porto”, afirma Paulo Henrique Macedo.








