Categoria:

Severino Lopes realiza tradicional prévia carnavalesca

A folia de Momo invadiu o Complexo de Saúde Professor Severino Lopes, em Natal, nesta quarta-feira (11), quando pacientes psiquiátricos da unidade participaram do “Bloco do Severino”. A prévia carnavalesca da unidade de saúde combinou animação, música ao vivo, lanches e fantasias diversas. O encontro reuniu pacientes e a equipe multidisciplinar do hospital, como forma de promover integração, humanização e bem-estar.

A psicóloga Nayran Andrade, diretora do Complexo de Saúde, conta que o Carnaval está no calendário da unidade desde a década de 1970. “O professor Severino Lopes acreditava que essas festas culturais nos ajudavam a integrar o paciente e mostrar que ele pode se socializar e ter um momento de alegria”, diz Andrade.

A festividade usou a música, a convivência e o clima festivo como ferramentas de cuidado em saúde mental. De acordo com Andrade, a folia vem sendo trabalhada durante todo o mês de fevereiro, e os pacientes customizaram as próprias máscaras e os adereços em oficinas. Nesta quarta-feira, eles ainda desfilaram suas produções e apresentaram uma fanfarra que aprenderam a tocar na oficina de musicoterapia.

“É um momento para a gente celebrar aquilo que eles têm potencialidade para fazer no tratamento”, define a diretora. Ela relata que houve uma reunião multidisciplinar para avaliar quais pacientes queriam participar da festa. Cerca de 120 toparam a ideia.

A musicoterapeuta Ila Lewtchuk cita os benefícios da musicoterapia no processo de tratamento. “Mistura a parte cultural e social. Todo mundo tem uma identidade sonora, todo mundo tem alguma música que lembre alguém. Essa forma de se expressar no Carnaval auxilia os pacientes a ficarem mais unidos, a trabalhar questões sociais e cognitivas. Eles participam com protagonismo do processo criativo”, afirma.

Segundo ela, as músicas animadas de Carnaval ajudam os pacientes a liberar energia corporal e a alegria das músicas típicas dessa época os contagia e traz a sensação de pertencimento a uma das festas mais tradicionais do Brasil.

Já Tiago Ribeiro é professor de oficinas de dança na unidade. Para ele, a dança se une a outras ferramentas terapêuticas para auxiliar o tratamento. “A dança é muito importante para a socialização, para o bem-estar físico e espiritual, além de liberar substâncias, como a dopamina”, explica.

Link da fonte

Posts Recentes
Formulário

Quer receber noticias ?

Preencha com seu E-mail, WhatsApp e vamos te enviar novidades

Compartilhe nas redes sociais

Artigo relacionados