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17h00

Os meios de hospedagem têm até 20 de abril para aderir à Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital (FNRH) em formato 100% digital, quando haverá a substituição da ficha em papel. O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Rio Grande do Norte (SHRBS-RN) afirma que a adesão dos empreendimentos potiguares está dentro do esperado. Já a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN) diz que o setor está ciente dos prazos e que a mudança é relevante e exige adaptação.
O sistema é desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e depende da integração dos sistemas dos serviços de hospedagem à plataforma digital do Ministério. A proposta é que a FNRH Digital agilize o processo de check-in para turistas, proporcionando o preenchimento prévio e automático de dados e facilidade no registro de estrangeiros.
Segundo Grace Gosson, presidente do SHRBS-RN, em conversa com os seus associados, a entidade notou que “os hotéis maiores estão mais avançados na migração, graças a PMS integrados, enquanto pousadas e pequenos meios de hospedagem estão mais atrasados”. Gosson destaca que há urgência para aderir nos próximos dias ao sistema, pois o prazo final está muito próximo.
Edmar Gadelha, presidente da ABIH-RN, diz que a entidade tem orientado os seus associados sobre o processo de adesão ao novo sistema, promovendo o processo de transição. “Trata-se de uma mudança relevante, que exige adaptação, e o setor vem acompanhando esse movimento dentro de uma curva natural de implementação”, afirma.
Há penalidades para os meios de hospedagem que não realizarem a adesão no prazo e o uso obrigatório da FNRH Digital. “Após 20 de abril, o não envio, o envio incorreto ou o envio incompleto dos registros pode gerar autuações e multas administrativas, que variam de R$ 350 a até R$ 1.000.000, dependendo da gravidade do ato. Além disso, a irregularidade na FNRH impacta diretamente o cadastro no Cadastur”, explica Gosson.
Os representantes das entidades apontam para uma redução no tempo de check-in, com ganho relevante em agilidade e melhoria da experiência do hóspede. É preciso estudar, na avaliação deles, se de fato a digitalização trará redução de custos para os hotéis e em que prazo.
O SHRBS-RN diz que, ao mesmo tempo em que é aguardada uma redução de custos com papel, mão de obra nas recepções e no setor administrativo, haverá maior investimento em sistema operacional, em profissionais de contabilidade e em treinamento. A ABIH-RN avalia que a redução pode ocorrer, mas não deve ocorrer para todos no curto prazo.
“Os pequenos meios de hospedagem, entre os quais as pousadas, hostels e casas de temporada, são os que estão enfrentando os maiores desafios. Cito, como exemplos, a pouca familiaridade de muitos com sistemas digitais; a resistência ou dificuldade dos hóspedes, especialmente no interior do Estado; a falta de integração automática; custo com treinamento; receio de instabilidade; e a necessidade de regularização no Cadastur”, afirma Grace Gosson.
A ABIH-RN adiciona que os desafios para os pequenos meios estão relacionados especialmente à estrutura operacional. “Muitos desses empreendimentos ainda operam com processos mais tradicionais, o que torna a transição para um sistema totalmente digital mais sensível e, em alguns casos, mais lenta”, diz Edmar Gadelha.








