Categoria:

Praças: restauração será concluída em março

A Secretaria de Estado de Infraestrutura (SIN) afirmou que pretende entregar, no próximo mês, as praças André de Albuquerque, na Cidade Alta, e Augusto Severo, na Ribeira, restauradas. Os serviços de requalificação nos dois equipamentos se arrastam há anos e fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em 2013, com o objetivo de preservar e valorizar o patrimônio cultural brasileiro. Outra praça da capital, a Dom Vital, também na Cidade Alta e que integrava o PAC, foi entregue em agosto do ano passado.

A Praça Augusto Severo, vizinha ao Teatro Alberto Maranhão e ao Teatro de Cultura Popular, na Ribeira, que deveria ser um ponto de encontro e lazer, além de importante conexão de transporte público por estar próxima a paradas de ônibus que ligam todas as regiões da cidade, ainda permanece inacessível e insegura. A reportagem visitou o local na manhã desta quinta-feira (12). Cercado por tapumes, o equipamento teve a restauração concluída, de acordo com a SIN, mas ainda falta ligar as instalações elétricas. “Tem essa questão da parte de iluminação, serviço que deve ser realizado em breve. A previsão é entregar a praça na primeira semana de março”, afirmou a pasta.

Já para a André de Albuquerque, marco zero da fundação de Natal, a previsão de entrega é o final de março. A SIN, no entanto, não detalhou como estão as obras no equipamento. A reportagem visitou a praça, situada em frente à primeira catedral da cidade, e notou a presença de homens trabalhando. A estrutura também está cercada por tapumes. A finalização dos serviços é algo bastante aguardado por quem passa pelo local, como é o caso da terapeuta e pedagoga Dayanna Barros, de 33 anos. Ela transita pela região frequentemente para visitar a mãe, moradora das proximidades.

“A situação aqui é de total abandono e medo. As pessoas evitam passar nessa área por causa da presença de pessoas em situação de rua que quebram a estrutura do local. Eu mesma só comecei a passar por aqui depois que colocaram o tapume, mas antes usava outros caminhos para ir à casa da minha mãe. Espero, em breve, ter a praça restaurada e estruturada para servir como um ponto de encontro da população”, relatou a pedagoga.

Na Praça Augusto Severo, a torcida é a mesma. O comerciante Fernando Araújo, de 41 anos, tem um ponto de venda de mochilas ao lado do equipamento, na estrutura que integra o Teatro de Cultura Popular – o único que segue aberto atualmente. Os demais comerciantes fecharam as portas por causa da falta de infraestrutura e da insegurança, uma vez que, segundo Araújo, a área é ocupada por pessoas em situação de rua e usuários de drogas.

“A situação piorou na pandemia, com um cenário de total abandono. Sigo por aqui, mas com o ponto aberto somente até o meio-dia porque, depois disso, não tem mais cliente”, falou o comerciante. Já a aposentada Maria do Socorro Araújo, que passa pela região com frequência, lamenta o cenário atual. “É uma pena que as coisas ainda estejam assim [praça cercada por tapumes], porque as obras são iniciadas e não têm jeito de acabar. Aqui era um lugar de muito movimento. Fico muito triste de ver as coisas desse jeito”, disse ela enquanto seguia para uma consulta no Centro Clínico da Ribeira, localizado bem ao lado da praça.

Link da fonte

Posts Recentes
Formulário

Quer receber noticias ?

Preencha com seu E-mail, WhatsApp e vamos te enviar novidades

Compartilhe nas redes sociais

Artigo relacionados