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População do RN cresce 1,6% e chega a 3,4 milhões em 2025, estima IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (28) as estimativas populacionais de 2025. O Rio Grande do Norte alcançou 3.455.236 habitantes, um crescimento de 1,6% em relação a 2024. Apesar da alta estadual, a capital Natal apresentou queda no número de moradores e registrou 784.249 pessoas, 1.119 a menos que no ano passado.

Segundo o levantamento, Natal teve a segunda maior redução entre as capitais brasileiras (-0,14%), ficando atrás apenas de Salvador (-0,18%). O fenômeno acompanha uma tendência já apontada pelo Censo Demográfico de 2022: famílias mais jovens buscam áreas adjacentes, enquanto capitais com espaço urbano mais limitado perdem população para municípios vizinhos.

“Em geral, as capitais com entorno conurbado perdem população para esse entorno. Um dos motivos para isso é que as capitais costumam ser mais concentradas e limitadas em área, e acabam expandindo para a vizinhança”, explicou Márcio Mitsuo Minamiguchi, gerente de Estimativas e Projeções de População do IBGE.

Enquanto Natal encolhe, os municípios do entorno crescem. A Região Metropolitana de Natal atingiu 1.613.858 habitantes, aumento de 0,4% no ano. Cidades como Parnamirim (271.713), São Gonçalo do Amarante (124.495), Macaíba (87.056), Ceará-Mirim (83.543) e Extremoz (68.584) puxam a expansão urbana no estado. Já Mossoró se mantém como o segundo município mais populoso do RN, com 278.587 habitantes.

O município de Viçosa, no Alto Oeste Potiguar, é o que tem menor número de habitantes no Rio Grande do Norte. Em comparação com a capital Natal, cidade mais populosa do estado (784.249 pessoas), o pequeno município do interior tem 412 vezes a menos o número de residentes. A segunda cidade menos populosa do Rio Grande do Norte é João Dias, que também fica na região do Alto Oeste. O município tem 2.073 habitantes, conforme os dados do IBGE. A terceira cidade com menos residentes é Ipueira, no Seridó, com 2.090.

As estimativas da população brasileira, incluindo estados e municípios, divulgadas pelo IBGE, são utilizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são fundamentais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre o Censo Demográfico. A pesquisa considera alterações de limites territoriais que ocorreram após o último Censo. Os dados têm como data de referência o dia 1º de julho de 2025.

A população brasileira alcançou o contingente de 213,4 milhões de habitantes em 1º de julho de 2025. Para se chegar à estimativa populacional, o IBGE parte do último censo realizado (2022) e faz projeção anual em cima de dados como taxas de mortalidade e nascimento. Os dados também são fundamentais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre os censos.

Na publicação, o IBGE aponta a população de todos os estados, do Distrito Federal, regiões metropolitanas e municípios. Uma novidade de 2025 é a inclusão de Boa Esperança do Norte, com 5.877 habitantes no Mato Grosso, o mais novo município do país, que soma atualmente 5.571 cidades.

De acordo com o gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Marcio Minamiguchi, o Brasil vivencia tendência de crescimento cada vez menor. “Os resultados mostram uma desaceleração, o que já era indicado pelo Censo 2022 e pelas Projeções da População”, avalia.

De acordo com o instituto, a população brasileira seguirá em trajetória de crescimento até 2041, atingindo 220,43 milhões de habitantes, passando a encolher a partir de 2042. Em 2070, o país deve ter 199,2 milhões de pessoas.

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