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Papa nomeia bispo auxiliar para Arquidiocese de Natal

O monsenhor José Sílvio de Brito, de 55 anos, foi nomeado nesta quinta-feira (12) pelo papa Leão XIV como bispo auxiliar da Arquidiocese de Natal. Atualmente, o monsenhor é vigário geral da Arquidiocese e pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Macaíba, na Região Metropolitana. “Recebo a missão com surpresa, mas também com muita confiança na graça de Deus. Estou muito feliz pela escolha”, disse ele à reportagem. A ordenação episcopal está marcada para o dia 1º de maio, às 9h, na Catedral Metropolitana.

A nomeação atendeu à solicitação do arcebispo de Natal, Dom João Santos Cardoso. A partir dela, a capital potiguar passa a ter a quarta arquidiocese do Nordeste com bispo auxiliar. As outras três são Olinda e Recife (PE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). O bispo auxiliar tem a função de colaborar com o bispo diocesano nas atividades pastorais e administrativas da Arquidiocese, podendo atuar como substituto em casos de ausência ou impedimento. “Era um desejo de Dom João ter alguém para ajudá-lo, já que nossa arquidiocese é imensa, com mais de 200 padres e quase 200 paróquias”, citou o monsenhor.

O vigário é o terceiro bispo auxiliar da capital. Dom Eugênio de Araújo Sales assumiu a mesma função em 1954, aos 33 anos, enquanto Antônio Soares Costa foi nomeado em 1971. Monsenhor José Sílvio de Brito nasceu em Cruzeta, na região do Seridó potiguar, em 26 de dezembro de 1970. Ingressou no Seminário de São Pedro, da Arquidiocese de Natal, em 1993, onde cursou Filosofia e Teologia. Foi ordenado sacerdote em 30 de junho de 2000.

Ao longo do ministério, o monsenhor atuou em diversas paróquias da Arquidiocese, incluindo áreas pastorais em Santa Maria, Ielmo Marinho e Riachuelo; a Paróquia de Santo Antônio de Pádua, no Parque dos Coqueiros; a Paróquia de Santa Maria Mãe, no Conjunto Santa Catarina; a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Ceará-Mirim; a Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro das Quintas; e, desde 2023, novamente na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Macaíba.

O novo bispo-auxiliar também exerceu funções administrativas e pastorais em nível arquidiocesano, como coordenador de zonal, mestre de cerimônias, coordenador do Setor de Leigos e vigário episcopal para o clero. Desde o início do governo pastoral de Dom João Cardoso, ocupa o cargo de vigário geral.

Para a nova missão, ele conta que as expectativas são altas. “Espero continuar colaborando para ajudar a conduzir o povo de Deus. Tenho rezado muito para que o Espírito Santo me dê sabedoria e, sobretudo, coragem, para encarar a jornada”, falou. Em maio, quando for ordenado, Monsenhor José Sílvio de Brito participará de um rito com a presença de três bispos.

Dom João será o ordenante. Os outros dois ainda serão determinados. O rito apresenta diferenças se comparado à ordenação presbiteral, com a entrada dos bispos de casula (veste litúrgica própria de sacerdotes), a prostração e a ladainha. Outra diferença é que, no caso dos padres, a unção é feita nas mãos. Para os bispos, ela é realizada na cabeça. Também é colocado sobre a cabeça do bispo o livro dos Evangelhos, aberto, enquanto o ordenante faz a oração de ordenação episcopal, chamada de sagração.

Por fim, o ordenado recebe as insígnias do episcopado, compostas por anel, mitra (cobertura para a cabeça) e báculo (símbolo de ofício como pastor). Animado com a missão, o monsenhor detalha o quanto a arquidiocese tem a ganhar com a chegada de um bispo auxiliar. “Muitas vezes o arcebispo não consegue estar presente nas celebrações de crisma por causa do grande número de paróquias, às vezes não consegue ir a encerramentos de festas de padroeiro ou outros acontecimentos importantes. Então, a diocese ganha com um bispo a mais na condução do povo de Deus”, afirma o monsenhor.

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