O Papa Leão XIV exortou os fiéis a não se deixarem paralisar pelos fardos da guerra, da injustiça e do isolamento entre povos e nações. A fala ocorreu neste sábado (4) durante sua homilia na Vigília Pascal, durante a Semana Santa.
Durante a cerimônia, realizada na Basílica de São Pedro, o pontífice recordou que a chamada “mãe de todas as vigílias” revive “a memória da vitória do Senhor da vida sobre a morte e o inferno”.
“Esta noite santa está enraizada também no lugar onde se consumou o primeiro fracasso da humanidade e se estende ao longo dos séculos como um caminho de reconciliação e graça”, disse o Papa Leão XIV.
Ao recordar a morte e ressurreição de Jesus Cristo citou que “o homem pode matar o corpo, mas a vida do Deus de amor é a vida eterna; ela transcende a morte e nenhum túmulo pode aprisioná-la”.
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Papa Leão XIV presidiu Vigília do Sábado Santo pela primeira vez
Esta foi a primeira vez em seu pontificado que o Papa Leão XIV presidiu a Vigília do Sábado Santo. A cerimônia iniciou em uma Basílica de São Pedro escura e silenciosa com a bênção do fogo e o acendimento do Círio Pascal.
Leão XIV marcou a vela com as letras gregas alfa e ômega, simbolizando que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas. Foi então que a procissão iniciou e seguiu para o altar-mor, enquanto as velas dos fiéis iluminavam a basílica.
Apenas após o diácono pronunciar a frase “Lumen Christi” (A Luz de Cristo) três vezes, todas as luzes da basílica foram acesas. Na sequência iniciou-se a missa diante de milhares de fiéis, durante a qual o “Exultet“, o hino pascal, foi proclamado.
Após a homilia, ocorre a bênção da água e o batismo para dez adultos. São cinco da Diocese de Roma, dois da Grã-Bretanha, dois de Portugal e um da Coreia.
Da varanda central da Basílica de São Pedro, Papa Leão XIV conduzirá, neste domingo (5), a Missa de Páscoa na Praça de São Pedro e a bênção “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo).
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