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Motores do Desenvolvimento debate a formação de jovens para o futuro

A educação precisa se adaptar às transformações sociais, tecnológicas e econômicas para formar estudantes mais preparados para os desafios contemporâneos. A avaliação é da professora e especialista em inovação educacional Débora Garofalo, uma das palestrantes da 45ª edição do Motores do Desenvolvimento, que será realizada no dia 31 de março, no auditório da FIERN, em Natal.

Com o tema “Educação move tudo”, o evento promovido pelo Sistema Tribuna de Comunicação reúne gestores, educadores e especialistas para discutir o papel estratégico da educação no desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Na programação, Garofalo abordará o tema “Educação e Futuro”, com foco nas competências necessárias para as novas gerações.

Com mais de 20 anos de atuação na rede pública de ensino de São Paulo, a educadora construiu uma trajetória reconhecida internacionalmente, com prêmios como o Global Teacher Prize e, mais recentemente, o título de professora mais influente do mundo em 2026. Sua atuação é marcada pelo desenvolvimento de metodologias inovadoras, como a robótica com sucata, aplicada em escolas públicas.

Para a especialista, o futuro da educação já está presente no cotidiano escolar e exige uma mudança no foco da aprendizagem. Ela avalia que o modelo tradicional, centrado na transmissão de conteúdo, já não responde às demandas atuais.

Nesse cenário, Garofalo destaca que competências como pensamento crítico, criatividade, resolução de problemas e autonomia tornam-se essenciais. Mais do que preparar alunos para provas ou conteúdos específicos, o desafio passa a ser formar estudantes capazes de lidar com contextos em constante mudança.

Além das competências técnicas, Garofalo reforça a importância de habilidades socioemocionais no processo de formação. “Há uma dimensão humana que não pode ser esquecida. Colaboração, empatia e responsabilidade social são fundamentais. O futuro exige competências técnicas, mas também exige humanidade”, relata.

Criadora da metodologia de robótica com sucata, reconhecida e implementada como política pública no Brasil, a educadora defende que iniciativas inovadoras podem ser replicadas em diferentes contextos, desde que haja planejamento e apoio institucional. “A primeira coisa é desmistificar a ideia de que inovação depende de alto investimento. É possível inovar com o que se tem”, afirma.

Segundo ela, três fatores são fundamentais para ampliar o alcance dessas iniciativas: formação de professores, intencionalidade pedagógica e políticas públicas consistentes. A especialista avalia que o principal desafio ainda está na preparação dos docentes para o uso pedagógico das ferramentas disponíveis.

Garofalo também destaca a importância de adaptar projetos educacionais às realidades locais, respeitando as especificidades culturais e estruturais de cada região: “O que funcionou em São Paulo pode ser ressignificado no Rio Grande do Norte, considerando cultura, realidade local e recursos disponíveis.”

Para garantir resultados positivos, ela defende que o uso da tecnologia deve estar baseado em três pilares: equidade, formação e estratégia. Isso inclui desde a garantia de condições adequadas de uso até a integração das ferramentas ao currículo escolar.

Ao analisar o papel do professor nesse cenário de transformação, Garofalo aponta que o educador assume uma função ainda mais estratégica. Mais do que transmitir conteúdos, ele passa a atuar como mediador do conhecimento e responsável por conectar teoria e prática.

“O professor deixa de ser transmissor e passa a ser mediador, curador e designer de experiências de aprendizagem. É ele que dá sentido ao uso da tecnologia, conecta o conteúdo com a realidade e promove o desenvolvimento integral dos estudantes”, explica.

Apesar disso, ela reforça que a responsabilidade pela transformação educacional não pode recair apenas sobre os docentes. Para a especialista, o poder público tem papel central na garantia de condições adequadas de trabalho, formação continuada e valorização profissional.

A melhoria dos indicadores educacionais, tema central do Motores do Desenvolvimento, passa, segundo Garofalo, pela articulação entre políticas públicas, gestão educacional e prática pedagógica.

“A transformação da educação não acontece por decreto, nem por tecnologia. Ela ocorre quando há alinhamento entre políticas públicas, gestão e prática pedagógica e, acima de tudo, quando se acredita que a escola pode, de fato, transformar realidades”, conclui.

PROGRAMAÇÃO

  • 09h – Abertura oficial
  • 09h20 – Palestra “Transformações econômicas através da Educação – Cases do Cenário Global
    Palestrante: Cláudia Costin
  • 10h – Pitch de Soluções RN
  • 11h10 – Palestra “Educação e Futuro”
    Palestrante: Débora Garofalo
  • 12h – Encerramento

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