O Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) foi convidado a atuar como hub de inovação da Escola de Saúde Pública de Harvard, integrando o maior hackathon global sobre sistemas de saúde. Entre apenas três instituições brasileiras selecionadas e como única representante do Nordeste, o laboratório vai desenvolver soluções com foco em Inteligência Artificial e inovação voltadas para a saúde pública, nos dias 10 e 11 de abril.
Um hackathon é uma maratona de inovação em que pessoas de diferentes áreas se reúnem, por um período curto, para criar, testar e apresentar soluções para um problema específico. Durante esse tempo, as equipes trabalham de forma intensa no desenvolvimento de protótipos, aplicativos, sistemas ou projetos, trocando experiências, aprendendo na prática e colaborando entre si. Ao final, as ideias são apresentadas a avaliadores, que analisam as propostas e podem premiar os destaques.
Ricardo Valentim, diretor do LAIS, explica que, na prática, isso gera mais recursos para pesquisa e modernização dos serviços, refletindo em um sistema de saúde mais eficiente, com redução de filas, melhoria da vacinação e uso mais inteligente do dinheiro público.
“Quando instituições como Harvard validam as tecnologias potiguares, o estado passa a ser visto como um vetor de desenvolvimento econômico, atraindo novos investimentos, parcerias público-privadas e financiamentos para inovação que, de outra forma, não chegariam à região”, explica Valentim.
Os aprendizados do hackathon global fortalecem a cooperação entre o LAIS/UFRN, o Health Systems Innovation Lab (HSIL), ligado à Universidade Harvard, e a Fundação Getulio Vargas (FGV).
De acordo com o LAIS, o interesse global do Health Systems Innovation Lab de Harvard é alimentado diretamente por tecnologias desenvolvidas pelo LAIS. Ferramentas como o RegulaRN, o AVASUS, o RN Mais Vacina e o Salus são exemplos concretos de ecossistemas tecnológicos que despertam a atenção de pesquisadores internacionais.
Nos dias do evento, o hackathon se concentrará em resolver gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando a tecnologia, priorizando as seguintes áreas: Regulação Assistencial e Redução de Filas, Fortalecimento da Auditoria e do Sistema Nacional de Saúde, Imunização e Cobertura Vacinal, Logística e Assistência Farmacêutica e Inteligência Artificial como Eixo Transversal.
Um dos fatores decisivos para a escolha do laboratório foi a capacidade de produzir dados consistentes e soluções que podem ser aplicadas em larga escala.“Esta parceria não nasceu de um evento isolado, mas sim de um processo contínuo de produção científica de alto impacto”, disse Ricardo Valentim.








