O Irã intensifica nesta quarta-feira (25) seus preparativos militares e diplomáticos diante da crescente pressão de Donald Trump. Enquanto realiza exercícios com mísseis no Golfo Pérsico, Teerã reformula sua cúpula de poder para garantir a sobrevivência do regime em caso de conflito direto.
Quais medidas o Irã tomou no campo militar recentemente?
O país realizou grandes manobras militares com mísseis, drones e forças especiais no sul do território e no Golfo Pérsico. Além disso, buscou reforçar sua defesa com acordos internacionais, negociando a compra de milhares de sistemas de defesa aérea da Rússia e mísseis supersônicos da China para tentar afastar a presença naval americana na região.
Quem está no comando do país durante esta crise?
Embora o líder supremo Ali Khamenei continue no topo, ele delegou poderes importantes para Ali Larijani, que chefia o Conselho Supremo de Segurança Nacional. Na prática, Larijani está conduzindo o país, auxiliado por uma nova pasta chamada Conselho de Defesa, focada especificamente em preparar o Estado para tempos de guerra.
O que Donald Trump exige para evitar um ataque?
O presidente americano estabeleceu pontos inegociáveis que o Irã deve aceitar em um prazo de duas semanas. Trump exige que o regime paralise seu programa nuclear, interrompa a fabricação de mísseis balísticos e pare de financiar grupos armados que causam instabilidade no Oriente Médio, como forma de aliviar as sanções econômicas.
Por que o regime hesita em aceitar um acordo diplomático?
Para os líderes iranianos, o programa nuclear e os mísseis são ferramentas de ‘dissuasão’, ou seja, servem para desencorajar ataques inimigos. Abrir mão desses recursos em troca do fim das sanções é visto como um sacrifício de décadas de ideologia e poderia deixar o regime vulnerável e sem poder de defesa no futuro.
Quais são os riscos de uma escalada no Oriente Médio?
Analistas alertam que, se o Irã responder a um eventual ataque com baixas militares americanas, o conflito pode se espalhar. Teerã já sinalizou que países vizinhos que apoiarem os EUA também sofrerão consequências, e posicionou lançadores de mísseis em locais estratégicos para atingir bases americanas e aliados como Israel.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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