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China amplia crise com o Japão ao impor restrições comerciais

A China anunciou nesta terça-feira a inclusão de 20 entidades japonesas em sua lista de controle de exportações, incluindo empresas aeroespaciais, navais e de defesa, abrindo um novo capítulo na crise entre os países iniciada no ano passado.

Por meio de um comunicado, divulgado pelo Departamento de Segurança e Controle do Ministério do Comércio chinês, Pequim argumentou que a decisão foi tomada com base na Lei de Controle de Exportações e nos regulamentos sobre bens de dupla utilização, com o objetivo de “proteger a segurança e os interesses nacionais” e cumprir as obrigações internacionais de não proliferação.

As entidades afetadas incluem subsidiárias da Mitsubishi Heavy Industries, Kawasaki Heavy Industries e Japan Marine United, bem como a Academia Nacional de Defesa do Japão e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão.

A partir de agora, a exportação de bens de dupla utilização para essas entidades, bem como a transferência desses produtos para a China a partir do exterior, está proibida, afirmou a pasta.

As atividades em andamento devem cessar imediatamente e somente em “circunstâncias especiais” os exportadores poderão solicitar autorização específica do Ministério.

Relembre a crise entre os países

O anúncio surge em meio à escalada das tensões entre o Japão e a China, marcadas por declarações feitas no final de 2025 pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre uma possível intervenção das Forças de Autodefesa do Japão em caso de conflito no Estreito de Taiwan, que a China descreveu como “extremamente grave”.

As sanções foram anunciadas após as eleições antecipadas deste mês no Japão, nas quais o Partido Liberal Democrático (PLD), no poder, conquistou dois terços das cadeiras na Câmara Baixa do Parlamento, e a reeleição de Takaichi como primeira-ministra.

Pequim, que não descartou o uso da força para alcançar a “reunificação” com Taiwan, respondeu nos últimos meses com protestos diplomáticos formais ao Japão, advertências públicas e pressão econômica contra o que considera interferência em seus assuntos internos. 

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