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Banda Bixanu participa de concurso que pode lhe garantir apresentação no Lollapalooza

O rock potiguar está vivo e com disposição para mostrar sua cara em vitrine internacional. A banda Bixanu, representante da nova safra do gênero em Natal, está participando do concurso “Temos Vagas – Lollapalooza”, que visa escolher uma banda para tocar na edição 2026 do mega festival de música, que será realizado de 20 a 22 de março, em São Paulo. A Bixanu passou na pré-seleção, e está na luta para ficar entre os 50 selecionados – dos quais, um será escolhido. A votação está aberta e a música não para.

O concurso, uma promoção da 89 FM – A Rádio Rock, busca uma banda de música autoral para integrar o line-up do festival. A vocalista Bel Severiano viu o anúncio e fez a inscrição “só por fazer”, sem muita convicção que aquilo daria em algo. “Mas em dezembro recebemos o comunicado que fomos escolhidos para a seleção. Aí a coisa ficou séria e desde então estamos correndo atrás”, afirma.

A primeira etapa da votação do público irá até 16 de fevereiro. Um voto por CPF. Depois, as 50 bandas selecionadas serão avaliadas por uma banca julgadora, com resultado final previsto para o dia 09 de março. Bel afirma que a expectativa é alta e justificada. “O Lollapalooza é um dos maiores eventos de música do planeta, seria uma vitrine para o mundo. E mesmo que a gente não passe, só a visibilidade que estamos ganhando já está valendo a pena”, ressalta.

Bel Severiano justifica a empolgação da banda, não apenas pela possibilidade de tocar no Lolla, mas também pela exposição que o concurso está trazendo para o grupo. “Estamos sentindo uma comoção muito grande em torno de nós, as pessoas estão nos conhecendo mais, consumindo nossa música, e isso é o melhor de tudo”, afirma ela, que forma a Bixanu junto com Álvaro Cruz (guitarra), Hugo Valentim (guitarra e vocais), e Makárius (bateria).

Punk chiclete

A necessidade de se expressar através da música fez Bel e o guitarrista Hugo lançarem a ideia para criar a Bixanu, no começo de 2024. A estreia ao vivo aconteceu em junho do mesmo ano, no espaço Casa do Rock, em Parnamirim. A música, rápida, barulhenta e ao mesmo tempo acessível, é cantada em inglês e fala sobre angústias que atravessam o cotidiano de pessoas jovens – sobretudo em questões de relacionamento.

O som, Bel define como “punk chiclete”. Um mistura de hardcore melódico, indie, rock alternativo, punk pop e, sobretudo, o histórico grunge. A vocalista exalta a influência do Nirvana, mas já citou outros nomes como Fugazi, Sonic Youth, Refused, Sunny Day Real State, Smashing Pumpkins, e até Avril Lavigne. Todas essas influências foram colocadas em “Candypunk”, o primeiro EP do grupo, lançado em setembro do ano passado.

Prestes a completar dois anos de estrada, a Bixanu já mostrou seu som em palcos diversos como o Festival DoSol (duas vezes, em 2024 e 2025), e toca regularmente no circuito alternativo natalense que abre as portas para o rock, como os bares Backstage, Molotov, Figa, e até em eventos da UFRN.

Segundo a vocalista, apesar de o rock não reinar mais soberano no gosto dos jovens (como foi em décadas passadas), há uma renovação do interesse pelo gênero, que é nitidamente sentida. “O rock se tornou um nicho que sente as dificuldades do mercado, mas mesmo assim ainda é capaz de se renovar com músicos e público”, diz.

A cantora cita o último Grammy, com destaques para as bandas Yungblud e Turnstile (melhores performances de rock e metal), e a veterana The Cure, que ganhou um Grammy pela primeira vez em 50 anos de carreira. “A gente sente um interesse crescente, entre as pessoas mais jovens, por vertentes do rock como o punk e o hardcore. A nossa parte a gente está fazendo!”, conclui.

Serviço:
Para votar na banda Bixanu no Lollapalooza: no link temosvagas.radiorock.com.br/bixanu. A votação é limitada a um voto por CPF.

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