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Ataques levam à suspensão de aulas e afetam a circulação de ônibus em Natal

Após os ataques incendiários a dois ônibus na zona Oeste de Natal, instituições de ensino superior suspenderam as aulas do período noturno, como UFRN, IFRN e UNI-RN. Além disso, a circulação de ônibus sofreu alterações, com suspensão das linhas no bairro de Leningrado e mudanças operacionais em regiões como Mãe Luíza, onde parte dos itinerários foi encurtada. Apesar disso, as Forças de Segurança Pública do município e do Estado, junto à Seturn, STTU, SINTRO, empresários e representantes do setor, afirmaram em coletiva que a situação está controlada e que a operação do sistema segue, em sua maior parte, normalizada.

A onda de violência vem ganhando destaque nos últimos dias e, durante a coletiva, o secretário da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Francisco Araújo, destacou que as Forças de Segurança Pública estão tomando medidas de reforço: “Em todos os locais onde houve intercorrências, o policiamento está sendo reforçado, como também nas garagens.”

O coronel Alarico Azevedo complementou que essas ações das organizações criminosas são provenientes de ocorrências policiais que vêm sendo executadas. “Nos últimos 15 dias, nós apreendemos 3 fuzis, 5 pistolas e 5 revólveres na mão dos infratores. Nessas ocorrências, alguns infratores chegaram a óbito no confronto com a Polícia Militar e são pessoas que eram da liderança de organizações criminosas. Então, esses atos de queima de ônibus, que foram pontuais na zona Oeste, foram provenientes de uma revolta por parte deles”.

De acordo com Carlos Brandão, diretor das delegacias da Grande Natal, a situação está sob controle, com casos isolados, sem necessidade de maiores preocupações. Além disso, o delegado reforçou que as apurações estão em estágio avançado. “Pedimos o apoio da população para que qualquer informação, denúncia anônima, se eventualmente alguma circulação atípica estiver ocorrendo perto de sua residência, seja informada imediatamente para que os órgãos policiais tomem as providências cabíveis”, destacou.

Conforme o titular da Seturn, Augusto Maranhão, houve um impacto pontual em regiões como Mãe Luíza e Leningrado, e há uma preocupação com os trabalhadores do transporte público, especialmente após os ataques. “Mas é uma coisa passageira. Hoje mesmo os transportes voltaram a circular em Mãe Luíza. Temos que ter tranquilidade e demonstrar que isso é um evento isolado”. De acordo com o gestor, as empresas estão oferecendo suporte aos motoristas afetados, com acompanhamento psicológico e assistência às famílias. “Chamamos para conversar, perguntamos como está a situação, fazemos visitas familiares. Vamos superar esse momento”, afirmou.

Júnior Rodoviário, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte (SINTRO-RN), destacou as mudanças nos itinerários: quem sai no prejuízo são os usuários dos transportes coletivos. “Nós estamos ali para trabalhar, mas, se a empresa disser que ‘não’, nós não vamos entrar. O motorista está sendo pago para também fazer o trajeto que a empresa determina”. Ele reiterou que os motoristas dos ônibus incendiados estão em segurança, pois os ataques ocorreram com os veículos vazios. “O que nós preservamos é a nossa segurança”, enfatizou.

De acordo com a secretária da STTU — Jódia Melo —, a suspensão em Leningrado se dá em razão dos recentes acontecimentos. Segundo a titular da pasta, um protocolo de articulação está sendo realizado entre a Polícia e as empresas que executam as frotas de ônibus, reiterando que a operação fica um pouco prejudicada pelos fatos que ocorreram na semana passada na Vila de Ponta Negra, por exemplo. “As empresas que operam precisam também ter essa segurança de que vão voltar a operar, porque foram em regiões diferentes que aconteceram o mesmo fato, e isso pode assustar um pouco quem está operando”.

De acordo com a gestora, junto ao Seturn, os ônibus funcionarão normalmente. No entanto, haverá a suspensão em Leningrado até que se consiga normalizar a situação. Em Mãe Luíza, por exemplo, o ônibus da linha 33 está fazendo seu curso normal; no entanto, o 40 está retornando a partir da Hermes da Fonseca. Por enquanto, a pasta está averiguando com a empresa que opera na localidade para dar funcionalidade normal à rota.

A delegada Priscilla Guerra ressaltou que, durante as operações da Polícia Civil, um armamento de guerra foi apreendido e os ataques são uma represália das facções à atuação da polícia: “Há uma aparência de que as facções estão mais fortes, mas elas estão mais fracas. Por estarem mais fracas em relação ao trabalho que a Polícia Civil, a Polícia Militar e as Forças de Segurança estão desempenhando, elas estão fazendo esses ataques ao Estado. São coisas isoladas, não generalizadas”, ressaltou.

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