Redação Tribuna do Norte
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14h43

Um possível surto de Hantavírus está sendo investigado após o registro de três mortes e vários passageiros em estado grave a bordo de um cruzeiro no Oceano Atlântico. O caso levou a Organização Mundial da Saúde a emitir um alerta e acompanhar a situação devido ao risco à saúde pública em ambientes fechados.
O navio partiu de de Ushuaia, loocalizado no extremo sul da Angertina, com destino a Cabo Verde, é um país insular localizado na costa leste da África. Na embarcação havia 150 turistas de várias localidades, principalmente da espanha, Estados Unidos e do Reino Unido.
Entre as possíveis vítimas fatais, está um casal de idosos da Holanda e um tercerio cidadão também da Holanda. Outros casos são investigados na embarcação. A OMS segue monitorando o caso para confirmar a origem das infecções e avaliar possíveis medidas adicionais de contenção.
No Brasil há registro da doença a partir de 1993 até 2026, totalizando 2.377 casos, dentre eles foram registradfos 997 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde os casos mais recorrentes acontecem em zonas rurais do país e a doença possui taxa de letalidade média de 46,5%
O que é Hantavírus
O hantavírus é uma infecção transmitida principalmente por roedores silvestres. A contaminação humana ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes em fezes, urina ou saliva de animais infectados.
A doença pode se manifestar de diferentes formas. Nas Américas, o quadro mais comum é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, que afeta o sistema respiratório e pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória. Já na Europa e na Ásia, predomina a forma conhecida como febre hemorrágica com síndrome renal, que compromete os rins.
Os sintomas iniciais costumam incluir febre alta, dores musculares — principalmente nas costas e pernas —, além de dor de cabeça e cansaço. Com a progressão da doença, podem surgir tosse seca, dificuldade para respirar e acúmulo de líquido nos pulmões, especialmente nos casos mais graves.
Especialistas alertam que não há vacina amplamente disponível para todas as variantes do vírus, e o tratamento é feito com suporte médico, focado no controle dos sintomas.
Diante disso, as principais medidas de prevenção envolvem o controle de roedores e a higienização adequada de ambientes, especialmente em locais fechados, como embarcações e outros espaços com grande circulação de pessoas.







