Matteus Fernandes
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16h40

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) realizou na manhã deste sábado (25), em Natal, um aulão com diálogo e treino prático de defesa pessoal para servidoras e estudantes da instituição. A iniciativa ocorreu no âmbito do projeto de extensão “Todos por Elas: autodefesa e proteção digital”, que busca promover o enfrentamento à violência contra as mulheres.
Segundo a professora Adriana Takahashi, uma das coordenadoras do projeto, o objetivo do “Todos por Elas” é empoderar as mulheres e fortalecer a sua segurança. “O projeto foi estruturado com base em três eixos: defesa, proteção e conhecimento. Disseminar o conhecimento também é uma das ações que a gente promove neste projeto”, afirma.
O Todos por Elas é um projeto de extensão do Departamento de Computação da Uern Natal e reúne atividades de autodefesa, segurança digital, orientação sobre legislação e incentivo aos canais de denúncia, além da construção de redes de apoio. A atividade deste sábado foi voltada ao combate à violência contra as mulheres, promovendo a autonomia, a segurança pessoal e a qualidade de vida.
A proposta é que em maio deste ano a atividade seja aberta ao público geral. “É um curso de 15 horas, realizado duas vezes por semana com os nossos instrutores”, explica Takahashi. “A aula de hoje é uma divulgação do que vamos trabalhar em todo o curso. Estamos trazendo técnicas simples que podemos utilizar no nosso cotidiano, sempre com responsabilidade, evitando confronto e mantendo a segurança”, diz.
O público-alvo foi de mulheres a partir de 18 anos de idade, mas homens também participaram. O treino prático reuniu aprendizados de Krav Magá, um sistema de defesa pessoal focado em situações de violência urbana, visando ensinar técnicas de autodefesa e possibilitar reações mais seguras diante de possíveis ameaças.
Bergson Santos, estudante do curso de Ciência da Computação da Uern, conduziu o treinamento. “Todo mundo tem que aprender a se defender, pois o mundo está muito perigoso. É sempre importante buscar essa prática de autodefesa para que não aconteça alguma situação [de violência]. E, caso aconteça, você esteja pronto para lidar com ela”, afirma Bergson Santos, que é instrutor de artes marciais há oito anos e pratica Krav Magá há seis.
O Todos por Elas foi criado em 2026, com a proposta de realizar oficinas de combate à violência digital. Para a professora Camila de Araújo Sena, coordenadora do curso de Ciência da Computação, é importante tratar de um dos assuntos que mais preocupam as mulheres: a falta de segurança.
“Enquanto um curso de Ciência da Computação, nos preocupamos com a segurança das mulheres e das pessoas no mundo digital, mas a gente vive a vida real, em que a gente também precisa aprender a se defender. Essa ação de hoje é importante porque nos tira desse mundo digital, que é muito perigoso, e nos insere no contexto do dia a dia”, diz Sena, que participou da aula deste sábado.
Ana Clara Barbosa, estudante de Direito na Uern, já praticava artes marciais e também participou da oficina. “Está sendo muito importante, porque apesar de eu já praticar Muay Thai, o Krav Magá é diretamente para a autodefesa. O projeto está ensinando métodos específicos para cada tipo de caso que possa acontecer”, relata.








