A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) realizou, neste sábado (28), uma ação de fiscalização na orla da capital potiguar, com foco na Praia da Redinha, na Zona Norte. Segundo o secretário da pasta, Thiago Mesquita, a operação foi executada pela Fiscalização Ambiental em cumprimento a um acordo judicial da 4ª Vara Federal, que determina a permanência de apenas 10 quiosqueiros vinculados ao processo.
De acordo com o secretário, os trabalhadores que tiveram materiais apreendidos já haviam sido notificados diversas vezes sobre a irregularidade da exploração comercial no local. A última notificação, ainda segundo a Semurb, foi emitida em 12 de março de 2026, acompanhada de autuações e de um ultimato para encerramento das atividades consideradas irregulares.
Thiago Mesquita afirmou que, durante a ação deste sábado, parte dos manifestantes teria reagido, quebrando os próprios materiais. O restante dos itens, segundo ele, foi apreendido pela fiscalização. A secretaria sustenta que todos os envolvidos tinham conhecimento prévio das notificações, mas insistiram em descumpri-las.

Em declaração pública, o titular da Semurb disse que, diante dos desdobramentos da operação, o município deverá ampliar os processos de autuação. Entre os motivos apontados estão o descumprimento das ordens da autoridade ambiental municipal, a obstrução e o enfrentamento à ação fiscalizatória, além de dano ao patrimônio público, em referência à queima de tambores de lixo da Urbana, e poluição ambiental causada pela queima de resíduos em via pública.
O secretário também rebateu acusações de abuso por parte dos agentes públicos. Segundo ele, vídeos gravados pelos próprios manifestantes mostrariam que nenhum servidor da Semurb ou da Guarda Municipal agrediu fisicamente ou verbalmente os presentes, nem participou da destruição dos objetos. Na versão apresentada pela pasta, os danos foram provocados pelos próprios manifestantes.
Thiago Mesquita ainda criticou publicações do vereador Daniel Valença, de Natal, por reproduzirem vídeos que, segundo o secretário, trazem “informações mentirosas” sobre a operação. O gestor municipal afirma que é falsa a versão de que agentes da Semurb teriam quebrado materiais ou desrespeitado um suposto prazo de cinco dias, que classificou como “inventado”.
Para o secretário, a divulgação desse conteúdo contribui para a desinformação e contraria tanto o acordo judicial em vigor quanto as normas de Uso e Ocupação do Solo no município.








