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Família protesta após morte de homem por ataque de pitbull

Familiares e amigos de Francisco Paulo da Silva realizaram protesto na tarde desta segunda-feira (9), após a morte do idoso em razão de ataque sofrido por cão da raça pitbull, na última sexta-feira (6), em Extremoz. O protesto é motivado contra a tutora do cão, que foi presa no domingo (8) por suspeita de ter provocado a situação que resultou na morte do trabalhador. A manifestação aconteceu nas imediações da Central de Custódia do Judiciário, no bairro da Ribeira, onde aconteceu a audiência de custódia da detida. A prisão da tutora foi mantida após a audiência de custódia.

Francisco Paulo da Silva tinha 62 anos, e havia sido contratado para realizar a limpeza de área externa da casa da tutora do animal. A família do idoso alega que foi ao final do serviço que o homem foi atacado pelo cão, sofrendo o ferimento grave na perna que o levou a óbito ainda no local.

Apesar do choque e indignação inicial, a família de Francisco afirma que está disposta a buscar a justiça pela morte do trabalhador. “Já estamos com um advogado, que abraçou a nossa causa e, apesar de no início não conseguirmos falar, hoje já estamos prontos e com força para lutar pela justiça da morte do meu pai”, conta a filha, que preferiu não se identificar. Ele deixou dois filhos e esposa.

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, familiares contaram que testemunhas no local relataram ouvir pedidos de socorro do trabalhador, e alegam que a mulher demorou a acionar o socorro médico.

A mulher foi detida no domingo sob mandado de prisão temporária, expedido após o conhecimento de novas informações sobre o caso. “Os novos elementos foram apresentados por uma testemunha que procurou a Polícia Civil e encaminhou fotos, áudios e capturas de tela de conversas que indicariam que a investigada teria provocado a situação que resultou na morte da vítima. De acordo com o material apresentado, o fato teria sido motivado por razões xenofóbicas e racistas”, diz a nota da Polícia Civil.

Racismo


A Polícia Civil investiga o que teria motivado a ação da mulher presa por suspeita de ter provocado o ataque fatal de um cão da raça pitbull a um trabalhador. Em nota, a corporação informou que um mandado de prisão preventiva foi emitido contra a tutora por suspeitas de ela ter permitido o ataque por razões xenofóbicas e racistas.

A apuração do caso tomou novas proporções após uma testemunha apresentar à Polícia Civil fotos, áudios e capturas de tela de conversas da investigada, que apontaram que ela teria provocado a situação que resultou na morte da vítima. As denúncias contra a mulher surgiram no sábado (7), data em que também foi expedido o mandado de prisão temporária contra a mulher.

A vítima, Francisco Paulo da Silva, de 62 anos, havia sido contratado para realizar serviço de limpeza na casa da tutora, e foi atacado por cão da raça pitbull em sua perna direita, vindo a óbito ainda no local após grande perda de sangue. De acordo com o relato da mulher investigada à Polícia, o animal estava preso em quarto da residência e atacou o trabalhador após ter conseguido abrir a porta.

A Polícia Civil esclareceu que apenas a mulher, a vítima e o cão estavam na residência no momento do ocorrido, e era a primeira vez que Francisco realizava serviços na residência dela.

O celular da suspeita foi apreendido nas primeiras diligências investigativas, para fins de análise. De acordo com a Polícia Civil, o caso seguirá sob investigação e “novas diligências estão sendo realizadas para a completa elucidação dos fatos”.

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