O Rio Grande do Norte recebeu nesta sexta-feira (10) a primeira remessa de antídotos para tratamento de intoxicação por metanol. A carga do medicamento chamado Fomepizol enviada pelo Ministério da Saúde conta com 24 ampolas. O Estado segue sem casos suspeitos ou confirmados, mas mantém monitoramento ativo.
O antídoto ficará, conforme orientação ministerial, sob a guarda da Unicat e será distribuída sob demanda. O RN segue sem casos confirmados ou suspeitos de intoxicação por metanol.
O antídoto foi adquirido pelo Governo Federal junto com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e chegou ao Brasil nessa quinta-feira (9). O país recebeu um lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol para reforçar o estoque estratégico do SUS destinado ao tratamento de intoxicações por metanol.
A distribuição, de acordo com a pasta, foi iniciada, com 1,5 mil unidades enviadas aos estados. São Paulo foi o primeiro a receber um total de 288 unidades do medicamento em razão do elevado número de casos registrados. A previsão é que os demais estados com ocorrências suspeitas também recebem o antídoto: Pernambuco (68 unidades), Paraná (84), Rio de Janeiro (120), Rio Grande do Sul (80), Mato Grosso do Sul (20), Piauí (24), Espírito Santo (28), Goiás (52), Acre (16), Paraíba (28) e Rondônia (16).
Também foram enviadas mais de 1,4 mil unidades de etanol farmacêutico, usado para reduzir a gravidade da intoxicação por metanol, para um total de 11 estados: Acre (30), Alagoas (60), Bahia (90), Ceará (120), Distrito Federal (90), Goiás (75), Mato Grosso do Sul (60), Paraná (360), Pernambuco (480), Rio Grande do Sul (60) e Rio de Janeiro (60).
No dia 2 de outubro a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) emitiu uma nota técnica de orientação aos municípios potiguares tratando da detecção precoce, manejo clínico e notificação imediata de casos suspeitos e confirmados de intoxicação.
A Sesap segue com toda a estrutura de vigilância, especialmente o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), em atividade de monitoramento do quadro no estado.
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (10) que enviou nota técnica a estados e municípios com orientações atualizadas sobre o atendimento e a notificação de casos de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
Segundo a pasta, o documento atualiza critérios para confirmação de casos e detalha o fluxo de análise laboratorial, os procedimentos para solicitação de insumos e a notificação imediata ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).
Conforme o texto, a partir de agora, a confirmação de casos com indicação de tratamento é baseada no histórico de ingestão de bebida alcoólica, no quadro clínico e em achados laboratoriais compatíveis.
Já para casos suspeitos, passa a ser considerado o período de persistência ou piora dos sintomas entre seis e 72 horas após a ingestão de bebida alcoólica.








