Os educadores da rede municipal de ensino de Natal não entrarão em greve. Pelo menos essa é a decisão de momento, que foi tomada em votação na manhã desta quinta-feira (21), durante assembleia no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), na Avenida Rio Branco, no bairro de Cidade Alta, zona Leste da capital.
Para o presidente do Sindicato, Bruno Vital, o debate pelo debate do indicativo de greve na rede municipal poderá ser discutido novamente a qualquer momento. Ele avalia que a categoria entendeu não ser a ocasião apropriada para realizar iniciar a mobilização, e que irá se organizar por “uma greve ainda mais forte”. “A categoria não desistiu da greve, a categoria apenas adiou o seu processo de organização para a greve, que pode acontecer a qualquer momento. Pode acontecer que na próxima assembleia a categoria já se sinta pronta para fazer isso e a partir disso inicie o processo”, explica.
“A ideia é que a gente construa esse processo nas escolas junto com as comunidades escolares para que essa greve quando acontecer ela aconteça da forma mais forte. Esse foi o processo de avaliação que foi feito pela categoria aqui e é isso que a gente vai encaminhar […] Poderíamos até aprovar, mas a gente quer uma greve ainda mais forte”, acrescentou Vital.
O presidente do Sinte destacou que está prevista uma nova paralisação para o dia 1º de setembro (segunda-feira), com um ato público em frente à Secretaria Municipal de Educação (SME) e uma nova assembleia para o dia 18. Na ocasião, será avaliado junto aos educadores os próximos passos da mobilização. Ele afirma que, apesar de o Sindicato manter diálogo com SME, considera que os encaminhamentos dados até o momento têm sido insuficientes e lentos.
A categoria cobra a valorização profissional, melhores condições de trabalho e o atendimento de pautas consideradas urgentes. Entre os pontos destacados pelo Sinte-RN, estão a não concessão de promoções e progressões, perdas salariais acumuladas em cerca de 60%, ausência de pagamento de retroativos, atrasos em benefícios, além da necessidade da revisão em legislações que tratam do Plano de Carreira e da Gestão Democrática.
O Sindicato também reforça o pedido da categoria de mudança na matriz curricular, com a retirada de professores especialistas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, e também menciona a falta de repasses de Recursos do Orçamento Municipal (ROM) para as escolas.
Também é destacado pelo Sindicato como motivação a paralisação o pedido da categoria de mudança na matriz curricular, com a retirada de professores especialistas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, e também menciona a falta de repasses de Recursos do Orçamento Municipal (ROM) para as escolas.
O que diz a Secretaria?
Procurado pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE, o secretário municipal de Educação (SME), Aldo Fernandes, afirmou que as demandas levadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) são consideradas relevantes e vêm sendo tratadas com responsabilidade e compromisso. Ele afirma que a pasta mantém diálogo com a categoria e já tem atendido a algumas solicitações, dentro das possibilidades legais e orçamentárias do município. “É preciso ressaltar que em março deste ano o reajuste do piso salarial de 6,27% foi implantado na folha de todos os professores e educadores infantis, conforme definido pelo MEC”, disse à TN.
Aldo reforçou que a SME adota uma postura democrática nas relações com o sindicato e que tem se pautado pela escuta ativa e pelo retorno concreto às pautas apresentadas, com intuito de assegurar o devido retorno com respostas objetivas às demandas colocadas. “Mantemos o compromisso de ouvir a categoria, dialogar de forma transparente e construir soluções conjuntas que beneficiem tanto os profissionais da educação quanto os estudantes da rede pública”, pontuou.
Em relação à realização de reuniões com os educadores da rede de ensino, a gestão municipal afirmou que mantém um canal permanente de comunicação com a categoria e que encontros vêm sendo realizados com o objetivo de ouvir reivindicações, esclarecer dúvidas e discutir propostas voltadas à melhoria da educação municipal.
Sobre o andamento das negociações, o titular da pasta informou que as conversas já foram iniciadas e ocorrem em um ambiente de respeito mútuo. “A Secretaria tem apresentado propostas e buscado alternativas viáveis para atender às reivindicações, sempre considerando os limites financeiros e legais do município. O objetivo é avançar em pontos de consenso e construir soluções sustentáveis a médio e longo prazo”, detalhou.
“Aproveitamos para reiterar o compromisso desta gestão com a Educação Pública do nosso município, investindo na valorização dos professores e na melhoria contínua das condições de ensino e aprendizagem. Seguimos trabalhando com responsabilidade e diálogo, certos de que a construção de uma educação de qualidade passa pelo reconhecimento e fortalecimento dos profissionais que diariamente fazem a diferença”, finalizou o secretário.








