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Radares começam a operar na Felizardo Moura e pedestres cobram mais faixas

Os novos radares ins1talados na Avenida Felizardo Moura, uma das principais vias de acesso à zona Norte de Natal, entraram oficialmente em operação no último domingo (15). A ativação dos equipamentos faz parte do projeto de requalificação da avenida e tem como foco principal reforçar a segurança viária. A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) também iniciou uma campanha educativa para alertar sobre a importância da redução de velocidade e do cumprimento das normas de trânsito. A medida vem na esteira de uma tragédia, na sexta-feira (13), um idoso foi atropelado e morreu ao tentar atravessar a via.

Ao todo, foram instalados quatro conjuntos de radares ao longo da Felizardo Moura. A via foi reformada recentemente, mas continua exigindo atenção redobrada, tanto de motoristas quanto de pedestres. “O controle de velocidade promove a fluidez. Nós começamos a operar a Felizardo Moura e desde então não temos mais congestionamento. O trânsito fica lento, mas anda”, afirma Newton Filho, secretário adjunto da STTU. Segundo ele, o radar também atua como redutor de incidentes. “Você garante a segurança, porque um veículo que se desloca a 50 km/h tem uma distância de frenagem menor e consegue evitar acidentes”, completa.

Mesmo com a ativação dos radares, pedestres que utilizam a via diariamente relatam dificuldades para atravessar e defendem medidas adicionais de segurança. Para Josenilton Barbosa, serralheiro de 27 anos que mora em Extremoz, o problema está na distância entre as faixas. “A gente para poder passar para o outro lado precisa andar um quilômetro. Às vezes a gente fica aqui querendo passar, os carros não param e ficam xingando a gente. No horário de pico fica pior ainda”, relata. Ele ainda sugere a construção de uma passarela para resolver o problema.

A opinião é compartilhada por Marcelo Costa, de 35 anos, motorista de aplicativo e morador do bairro das Quintas. “Concordo que deve ter um radar porque se não tiver, o pessoal vai pisar e vai passar muito rápido aqui. Mesmo assim, infelizmente aconteceu isso com esse idoso, realmente uma tragédia. Acho que poderia ter mesmo uma passarela porque ficaria mais seguro para o pedestre atravessar. Não sei se com a passarela poderia fluir melhor o trânsito, até mesmo aumentar o limite de velocidade dos radares”, diz.

As críticas da população não passaram despercebidas pela STTU, aponta Newton Filho. Ele diz que o órgão está disposto a reavaliar a implantação de novas faixas de pedestres, mas pondera sobre a viabilidade de instalar uma passarela na região. “As faixas foram implantadas nos locais que identificamos como locais naturais de travessia. É possível avaliar, sim, outra implantação. Quanto à passarela, atravessar uma passarela é fazer o pedestre percorrer seis vezes mais a distância que ele percorreria com uma faixa de pedestre”, explica.

Além das questões de adesão, o secretário adjunto pontua obstáculos técnicos e estruturais para construção de uma passarela no local. “Para implantar passarelas, isso necessitaria de grandes áreas para fazer as rampas de acesso, necessitaria de desapropriação ou de áreas disponíveis, que é o que nós não temos na região. A política de mobilidade é muito clara: a priorização do trânsito é do pedestre. Nós adotamos a via de faixa, adotamos equipamento e sinalização para dar segurança. Fato é que a via está 100% sinalizada”.

Newton Filho acrescenta que é um equívoco comum acreditar que os radares causam congestionamentos. “Ao contrário do que a gente imagina, que quanto maior a velocidade, maior a fluidez, na verdade é o inverso. Isso dentro da engenharia de tráfego: quanto menor a velocidade, maior a fluidez. O controle de velocidade promove a fluidez”, explica. “Um exemplo é a BR-101 Sul, entrando em Natal. A velocidade é 80 km/h, a retenção começa na altura do Via Direta, porque chega todo mundo mais rápido ao primeiro ponto de retenção”, detalha.

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