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Risco de queimaduras cresce durante as festas juninas

Com as festas juninas, típicas do mês de junho, aumentam também os riscos de acidentes envolvendo queimaduras, especialmente entre crianças e adolescentes. O período, marcado por tradições como acender fogueiras e soltar fogos de artifício, demanda atenção redobrada dos responsáveis e autoridades para evitar que momentos de celebração resultem em ocorrências graves. Embora a cultura valorize as práticas ligadas ao fogo nessa época do ano, especialistas e instituições alertam para os perigos e destacam a importância de medidas preventivas.

De acordo com Tenente Henrique, do Corpo de Bombeiros, a atenção deve ser redobrada durante este período. “É importante destacar que a principal causa de acidentes relacionados às festas juninas está relacionada ao fogo. Seja pelo uso incorreto de fogos de artifício, manipulações inadequadas de fogueira ou por brincadeiras perigosas com esses artefatos pirotécnicos ou pela falta de supervisão de adultos no caso das crianças”, afirma.

O maior risco está associado ao uso de fogos clandestinos, aqueles que não possuem certificação do Inmetro. “Alguns fogos são de uso exclusivo para o profissional e exigem licença e treinamento. Outros têm grande poder de explosão, esses também devem ser evitados. E ainda mais, alguns artefatos são clandestinos ou não têm aprovação tanto do seu local de venda quanto da sua produção pelo Inmetro ou pelo Corpo de Bombeiros”, explica o Tenente.

Dados da OMS estimam que 180 mil pessoas morrem por ano vítimas de queimaduras, sendo essa a quinta causa mais comum de lesões não fatais na infância. No Brasil, o SUS oferece tratamento gratuito para esses casos, por meio de 48 centros de referência em todo o território nacional.

Já ao acender fogueiras, Tenente Henrique lembra que devem ser utilizados papéis, gravetos e madeira seca, nunca combustíveis como álcool ou gasolina. “Você pode perder o controle e gerar um incêndio. Tenha sempre perto água, areia ou extintor para que, em caso de acidentes, você já consiga controlar melhor essa fuga desse controle”, explica.

As queimaduras térmicas, causadas por líquidos, objetos ou chamas, são as mais frequentes, com maior incidência em mãos, braços, tronco e cabeça. Segundo o Ministério da Saúde, nas crianças as consequências são especialmente preocupantes, podendo deixar sequelas permanentes e afetar o desenvolvimento físico e emocional. Na procura de dados atualizados, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que os registros consolidados de queimaduras no RN só estarão disponíveis ao fim do mês.

Em relação aos primeiros socorros, o tenente orienta os procedimentos: retirar a vítima da fonte de calor e resfriar a área queimada com água corrente fria, jamais com gelo ou água gelada. “É importante não passar nenhum produto caseiro”, relata.

No caso de queimaduras elétricas, a recomendação é desligar a energia geral antes de qualquer tentativa de resgate. Em caso de queimaduras, o socorro médico deve ser imediatamente acionado pelo telefone 193 (Bombeiros) ou 192 (SAMU). Já em situações mais graves, recomenda-se soltar roupas apertadas, remover acessórios como anéis e pulseiras e evitar oferecer líquidos ou alimentos à vítima até a chegada da assistência.

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