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Preso o oitavo acusado – Tribuna do Norte

O corretor de veículos, Arikson Moisés de Souza, com mandado de prisão em aberto desde a última sexta-feira, apresentou-se no final da tarde de ontem ao delegado especializado em Capturas da Decap, Ben-Hur Medeiros. Ele estava na presença do advogado Antônio Carlos de Oliveira. Arikson é apontado como o oitavo elemento na Operação Duas Faces, deflagrada no último mês de junho.

De acordo com o delegado, a acusação que recai sobre Arikson é o de “cegonha” na organização criminosa. O cegonha “apontava as empresas para o financiamento dos veículos e também para a passagem dos cartões de crédito falsos”. Como se encontrava viajando no momento em que a operação foi deflagrada, o acusado não foi capturado  naquele dia.

“Arikson não tem nenhum envolvimento com a organização. Segundo ele alegou e me mostrou através de documentos, a única ligação dele foi com Tiago Soares da Cruz, que comprou um veículo legalizado, um Sangyong”, explica Oliveira.

De acordo com o advogado, Arikson procurou ajuda quando ainda se encontrava em Recife, no sábado. No domingo, o acusado acompanhou toda a reportagem divulgada no Fantástico da Rede Globo. “Ele tem plena consciência de que não é culpado. Ligamos para a Rede Globo, contestando as informações da reportagem. Ele se apresentou em sã consciência e é réu primário”, alega.

Antônio Carlos informou à TRIBUNA DO NORTE que Arikson Souza permanecerá preso preventivamente e que entrará com a revogação da prisão após a conclusão do inquérito, que confirmará se há ou não indícios de dolo. O acusado passou ontem por exame de corpo de delito no Instituto Técnico Científico de Polícia (Itep) e aguardará o julgamento do pedido de habeas corpus no Núcleo de Custódia da Polícia Civil na Cidade da Esperança.

A “Operação Outras Faces” foi deflagrada em junho, depois que o Departamento de Segurança Corporativo de um banco paulista entrou em contato com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesed), informando que uma pessoa havia solicitado pelo call center a reposição de um cartão de crédito em nome de Marcos Kitano Matsunaga, de 41 anos, dono da Yoki Alimentos, assassinado pela esposa, no dia 19 de maio, em São Paulo. O endereço de destino ficava em Capim Macio, bairro da Zona Sul de Natal.

Entre os nomes de pessoas falecidas cujos cartões eram retirados a partir dos dados bancários que os havia pertencido estavam o desembargador norte-riograndense José Gosson e o empreiteiro Fernando de Arruda Botelho.

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