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Doença de Hashimoto afeta a tireoide e o metabolismo

Comumente confundida com hipotireoidismo, a doença de Hashimoto possui condições distintas e é mais prevalente entre mulheres, que têm de cinco a oito vezes mais chances de desenvolvê-la do que os homens, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Esse cenário pode estar relacionado à herança genética ou à ação dos hormônios sexuais. A endocrinologista Natália Nóbrega, do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), afirma que não há dados específicos sobre a incidência da doença no Rio Grande do Norte, mas explica que o estado acompanha a tendência global, com maior prevalência entre as mulheres.

A doença de Hashimoto ganhou destaque recentemente, após a atriz Cleo Pires revelar ter sido diagnosticada com a condição, após apresentar sintomas como cansaço extremo, tonturas frequentes e dificuldades para realizar tarefas simples. Além da exaustão, a atriz e cantora também sofreu com lapsos de memória, sensação de estar sempre esquecida e necessidade constante de repouso.

Segundo ela, os sintomas pioraram tanto que se tornaram incapacitantes, e foi só após uma série de exames que o diagnóstico de tireoidite de Hashimoto foi confirmado. A doença, que não tem cura, é autoimune em que o sistema imunológico ataca a glândula tireoide, provocando inflamação. No início, a tireoidite de Hashimoto pode passar despercebida, já que muitos sintomas são sutis. Com a progressão da doença, a maioria dos pacientes desenvolve hipotireoidismo, quadro em que a tireoide se torna menos ativa.

O hipotireoidismo, por sua vez, é caracterizado pela produção insuficiente de hormônios tireoidianos, podendo ser causado pela doença de Hashimoto ou por outros fatores, como irradiação cervical, cirurgia da tireoide ou até ausência congênita da glândula. Com o funcionamento prejudicado da tireoide, o metabolismo de todo o corpo desacelera, impactando também o coração, o cérebro e até a saúde reprodutiva.

Sozinha, a doença de Hashimoto geralmente não provoca sintomas, mas pode apresentar sinais quando leva ao hipotireoidismo. “A doença de Hashimoto é causada pela ação do próprio sistema imunológico contra a tireoide, levando à sua destruição progressiva. Sozinha, ela não costuma causar sintomas, mas, quando evolui para hipotireoidismo, podem surgir cansaço, ganho de peso, constipação, queda de cabelo, pele seca, frio excessivo e lentidão física e mental”, descreve Natália Nóbrega.

De acordo com a especialista, quando não há hipotireoidismo associado, o tratamento consiste apenas em acompanhamento regular com um endocrinologista. “Se a doença evoluir para hipotireoidismo, o tratamento é feito com reposição do hormônio tireoidiano (levotiroxina), com acompanhamento clínico e laboratorial. Embora a doença não tenha cura, o tratamento é eficaz e garante qualidade de vida”, aponta a endocrinologista.

Fatores como o uso de iodo podem influenciar na incidência de patologias autoimunes, já que ele pode danificar as células tireoidianas e contribuir para o desenvolvimento da doença de Hashimoto. O iodo está presente no sal de cozinha e em produtos manufaturados, como enlatados, embutidos, alimentos marinhos (algas, peixes, mariscos e comidas japonesas), salgadinhos, sopas pré-preparadas e até no pão.

O diagnóstico da doença é feito por meio da dosagem de anticorpos para a tireoide, como o TSH. No entanto, para realizar a dosagem, é necessário conhecer o quadro clínico do paciente e o médico deve avaliar a necessidade do exame, pois sua aplicação é considerada sensível.

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