Bruno Vital e Ícaro Carvalho
Repórteres
Cumprindo agenda em Natal e no Rio Grande do Norte desde a noite da última quinta-feira (10), o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) deixa o Hospital Rio Grande na tarde deste sábado (12) para ser transferido para Brasília onde será acompanhado por equipe especializada. O ex-presidente Jair Bolsonaro deixará a unidade hospitalar às 17h, pela Av. Afonso Pena, com destino ao aeroporto. Na oportunidade, vai saldar os militantes e apoiadores presentes e agradecer pelas mensagens e orações recebidas. De Natal, ele será transportado pela equipe da UTI Móvel da Unimed até o aeroporto de São Gonçalo do Amarante. A decolagem está prevista para as 19h30min com pouso em Brasília às 22h15min.
O ex-presidente passou mal durante cumprimento de agenda do PL no Estado e chegou a ficar internado no hospital Rio Grande, zona Leste de Natal. Segundo o médico particular de Bolsonaro, Dr Cláudio Birolini, não há necessidade de cirurgia neste momento, mas o ex-presidente continuará sendo acompanhado nos próximos dias. Ainda não há previsão de alta.
“Durante a evolução de sexta para sábado o que conseguimos dizer é que no momento está descartada a necessidade de uma cirurgia de urgência e emergência, o que não significa que tenha havido resolução do quadro de suboclusão intestinal. Isso demanda reavaliação periódica ao longo de horas e dias para que seja tomada uma decisão num segundo momento. Embora atualmente não haja essa necessidade, o que vai acontecer nos próximos dias vai depender da evolução clínica do presidente Bolsonaro”, explicou Cláudio Birolini durante coletiva de imprensa na manhã deste sábado (12).
A decisão de transferência para a capital federal foi do próprio Bolsonaro e de sua família. Uma vez em Brasília, Bolsonaro deverá ser reavaliado para possibilidades de novas cirurgias. A situação, segundo os médicos, é em decorrência da facada sofrida no atentado a Bolsonaro em 2018 durante a campanha presidencial.
“O ex-presidente evoluiu de forma estável nas últimas 24h sem necessidade de suporte com aminas vasoativas, em oxigenoterapia espontânea em ar ambiente, confortável e com bom padrão respiratório. Segue em hidratação venosa por meio de cateter central, em uso de nutrição parenteral, manutenção da antibioticoterapia previamente instituída, com sonda nasogástrica aberta e uso regular das demais medicações prescritas. Apresenta excelente estado de humor, redução do quadro de distensão abdominal e permanece sem necessidade de analgesia. Todos os sinais vitais e exames complementares mantêm-se dentro da normalidade, sem intercorrências clínicas até o presente momento”, disse o diretor geral Luiz Roberto Fonseca no boletim médico das 11h do sábado (12).
Segundo apurou a TN, durante a estadia no Hospital Rio Grande Bolsonaro também fez atividades de fisioterapia nas últimas horas, tendo praticado caminhada no hospital, além de conversar com a equipe médica de maneira bem humorada. Além disso, o deputado federal General Girão (PL-RN) também fez uma visita ao ex-presidente. Coincidentemente, ele está internado também no hospital Rio Grande. O ex-senador Magno Malta (PL), além de deputados estaduais e federais do RN foram ao hospital para visitar Bolsonaro.
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Bolsonaro começou a relatar desconforto abdominal ainda na noite de quinta-feira (10), em Natal. Mesmo com dores, decidiu manter a agenda da caravana pelo interior potiguar ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN). O agravamento do quadro ocorreu na cidade de Santa Cruz, quando precisou interromper os compromissos. Ele chegou a participar de eventos em Bom Jesus e Tangará antes de ser atendido por uma equipe médica.

Diagnóstico
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com uma obstrução parcial do intestinal e, segundo a equipe médica que o acompanhou no Hospital Rio Grande, em Natal, terá de conviver com o problema de forma permanente, como consequência das cirurgias abdominais feitas após o atentado da facada em 2018. Apesar do quadro clínico “que inspira cuidados”, os médicos afirmaram que ele responde bem ao tratamento conservador, sem necessidade de cirurgia no momento.
“Infelizmente, esse é um problema com o qual o presidente Bolsonaro terá que lidar ao longo da vida”, afirmou o diretor geral do hospital, Luiz Roberto Fonseca. Bolsonaro apresenta quadro estável, está consciente, orientado e sem dor, segundo a equipe. Após a interrupção da agenda, o ex-presidente chegou à Natal na sexta-feira (11) por volta das 11h15, transferido do Hospital Municipal Aluízio Bezerra, onde foi atendido às 9h30.
Bolsonaro foi transferido de helicóptero da cidade de Santa Cruz para Natal, após sentir fortes dores abdominais. De acordo com a equipe médica da unidade de Santa Cruz, por precaução, ele foi encaminhado ao Hospital Rio Grande, onde permaneceu internado. A tomografia confirmou o diagnóstico de suboclusão – ou subobstrução – sem sinais de gravidade, o que levou a equipe a optar pelo tratamento clínico otimizado, sem necessidade de intervenção cirúrgica.
Durante a estadia em Natal, o ex-presidente esteve em dieta zero (alimentação que exclui determinados nutrientes, como açúcar, gordura ou sódio), com sonda nasogástrica aberta, recebendo antibióticos venosos e sendo alimentado por nutrição parenteral total. Ele também recebeu hidratação intravenosa e realiza exames periódicos a cada seis horas, segundo o hospital.
O que é suboclusão intestinal
O diagnóstico informado pela equipe médica do Hospital Rio Grande para o expresidente Jair Bolsonaro é de suboclusão intestinal, uma condição caracterizada por uma obstrução parcial do intestino, que impede a passagem normal do conteúdo digestivo.
Segundo explicação do diretor médico Luiz Roberto Fonseca, o intestino funciona como um tubo por onde passam alimentos e líquidos, e qualquer bloqueio parcial — seja por aderências, torções ou inflamações — pode causar retenção de gases, fezes e líquidos, provocando distensão abdominal, náuseas, dores intensas e desconforto geral.
No caso de Bolsonaro, a causa são aderências intestinais formadas ao longo das múltiplas cirurgias abdominais realizadas desde a facada sofrida em 2018. Essas aderências funcionam como uma espécie de “dobras” ou “colagens” internas, que dificultam o trânsito intestinal.








